O período de férias de Verão está chegando e com ele alguns cuidados são necessários para quem deseja ter uma viagem tranquila e saudável. De acordo com a enfermeira responsável pelo setor de Imunizações da Vigilância Sanitária de Montenegro, Nicole Ternes, manter a caderneta de vacinação atualizada é fundamental. “O ideal é que cada caso seja avaliado individualmente, de acordo com histórico vacinal, idade do viajante e as vacinas preconizadas pelo Ministério da Saúde”, orienta Nicole.

Uma das doenças de maior risco de transmissão no Verão, e que é totalmente prevenível com a vacina, é a febre amarela. Desde 2017, com o registro da doença em áreas com grande contingente populacional, a vacina é recomendada. E não só para quem vai a áreas consideradas endêmicas, como a região amazônica. Além disso, em nível de viagem ao exterior, é exigido a comprovação vacinal dos turistas. Essa comprovação se dá através do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP).

“Para a emissão deste certificado, junto da Anvisa, é necessária a caderneta de vacinação com todos os dados em relação a aplicação da vacina [lote, data, profissional que aplicou, local de atendimento]. Com a caderneta preenchida em mãos, deve ser feito um pré-cadastro no site da Anvisa e um agendamento para a emissão deste documento”, explica a enfermeira. “Neste mesmo site é possível acessar a listagem de todos os países que exigem a vacinação. O município não emite o certificado internacional de vacinação”, destaca

Durante os passeios e viagens no Brasil, recomenda-se ao viajante a ingestão constante de líquidos para evitar a desidratação

Transmitida por mosquito, a febre amarela tem vacina disponível como rotina no calendário vacinal aos 9 meses de idade podendo ser feita até 59 anos, 11 meses e 29 dias em qualquer sala de vacina do município. Após 60 anos, o Ministério da Saúde preconiza que o idoso deve passar por consulta médica para avaliar risco/benefício da vacinação, levando em conta o risco da doença e o risco de eventos adversos pós-vacinação nessa faixa etária e/ou decorrentes de comorbidades. “Nestes casos, somente será aplicada vacina da febre amarela com a comprovação de liberação médica”, enfatiza Nicole.

Em 2017, o Ministério da Saúde alterou o esquema de vacinação da febre amarela, não sendo mais necessário o reforço 10 anos após a primeira dose. A partir desta modificação, quem apresentar uma dose da vacina é considerado imunizado. Outra mudança foi a ampliação da área de recomendação vacinal contra a febre amarela para todo território nacional, ocorrida gradualmente.

Nesse contexto, a atenção também deve ser especial para os casos de sarampo, hepatites A e B, e a febre amarela. “Tendo em vista o grande número de casos de sarampo que ocorreram no Brasil em 2018 é importante a imunização com a vacina Tríplice viral, disponível em todas as salas de vacina do município”, salienta a profissional. “Está no calendário como rotina aos 12 e 15 meses de vida, podendo ser feita em regime de 2 doses até 30 anos incompletos. A partir desta idade, uma dose é suficiente.”

Conforme Nicole, nesse período do ano as doenças transmissíveis e imunopreveníveis tendem a sofrer uma queda, e isso devido ao meio de transmissão, já que a maioria é através do ar. “No verão, os ambientes permanecem mais tempo com janelas e portas abertas, arejados, dificultando a contaminação”, observa Nicole, que ainda destaca o cuidado com a desidratação, micoses, insolação, entre outros problemas que não são possíveis de ser evitadas com vacinação. Nesses casos, ela orienta fazer uso de protetor solar, aumentar o consumo de água e manter a alimentação saudável.

Vacinas disponíveis
Para manter a caderneta de vacinação em dia, o município disponibiliza quatro salas com as vacinas preconizadas pelo Ministério da Saúde, conforme o calendário vacinal, por livre demanda. Com o objetivo de evitar desperdício e a falta de frascos multidor, algumas vacinas estão com datas e locais pré-definidos:

– Vacina BCG está disponível na Secretaria Municipal Saúde (SMS) nas segundas-feiras à tarde e sextas-feiras pela manhã, sem necessidade de agendamento. Nas quintas-feiras a vacina é oferecida na UBS Centro, das 9hs às 15hs.

– Vacina contra febre amarela está disponível na SMS nas segundas-feiras e sextas-feiras, das 10hs às 16hs. Na UBS Centro nas quartas-feiras, das 10hs às 16hs. Na ESF1 (Germano Henke) nas terças-feiras das 9hs às 11h30 e das 13hs às 15hs. Na ESF3 (Industrial) nas quintas-feiras das 9hs às 11h30 e das 13h30 às 15hs.

-Vacina anti-rábica, em caso de necessidade após acidente com algum animal transmissor, é feita somente na SMS, das 10hs às 16hs.

Orientações básicas na hora de viajar
Para que você tenha uma excelente viagem, seja qual for o seu destino, o Ministério da Saúde traz um conjunto de recomendações e informações essenciais que vão ajudar a proteger a saúde e tornar as férias de quem viaja mais agradáveis e tranquilas.

O uso protetor solar é essencial e deve respeitar o tipo de pele de cada pessoa

O Brasil é um país de clima tropical e subtropical, por isso, recomenda-se ao viajante a ingestão constante de líquidos para evitar a desidratação e algumas outras medidas para manter a qualidade dos passeios e viagens. Ainda, é importante o uso de roupas confortáveis e calçados fechados. Eles lhe darão segurança e proteção contra torções, picadas de insetos e acidentes com animais peçonhentos.

Para se proteger do sol, é necessário o uso de chapéu ou boné e óculos escuros. Evite a exposição direta ao sol entre 10 horas da manhã e 4 horas da tarde, sem esquecer o protetor solar com fator de proteção adequado à cor de sua pele e de acordo com as orientações do fabricante. Mesmo em locais mais frios, sua pele ficará protegida dos raios solares.

Lavar as mãos é algo simples, mas pode evitar muitas dores de cabeça, por isso, é importante realizar o procedimento várias vezes ao dia, principalmente antes de ingerir alimentos, após utilizar conduções públicas, visitar mercados ou locais com grande fluxo de pessoas.

Proteja-se, viajante!
Ao chegar ao seu local de hospedagem (hotel, pousada, albergue e outros), verifique cuidadosamente se há algum criadouro do mosquito e elimine-o.
O risco de infecção por malária, dengue, febre amarela, Chikungunya, vírus Zika podem ser reduzido, se forem evitadas as picadas.

Para isso, hospede-se em locais que disponham de telas de proteção nas portas e janelas, especialmente se estiver longe das capitais, ou leve o mosquiteiro/cortinado como alternativa. Em passeios eco turísticos, utilize roupas que protejam o corpo contra picadas de insetos e carrapatos, como camisas de mangas compridas, calças, meias e sapatos fechados.

Em localidades com transmissão de malária, permanecer, principalmente no período entre o anoitecer e o amanhecer, em locais com barreiras para entrada de insetos como telas de proteção, mosquiteiros, ar-condicionado ou outras disponíveis.

Aplique repelente nas áreas expostas da pele, seguindo a orientação do fabricante. Pessoas infectadas com malária, vírus Zika, chikungunya ou dengue são o reservatório de infecção para outras pessoas, tanto em casa como na comunidade. Portanto, a pessoa doente, deve seguir as medidas de proteção acima citadas, evitando a propagação da doença.

Pratique sexo de forma segura. Usar a camisinha é uma das maneiras mais práticas e eficazes de se proteger contra o HIV. Além do HIV, usar camisinha protege das infecções sexualmente transmissíveis e hepatites virais.

Outras orientações
Quem usa medicamentos de uso contínuo, não deve esquecer a prescrição médica e levar a quantidade suficiente para o período que estará fora de casa. Além disso, é importante esclarecer que o Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes como medida de proteção para quem não pode se vacinar, como as gestantes que não podem tomar a vacina contra a febre amarela.

Notificação de problemas de saúde
Para quem vai viajar para o exterior, é importante ficar atento a qualquer sinal ou sintoma que possa aparecer durante a viagem ou após o retorno ao Brasil, como por exemplo febre, diarreia, sintomas respiratórios, manchas vermelhas ou qualquer outro sintoma. Sempre é importante procurar atendimento médico para ter um diagnóstico mais rápido e um tratamento específico.

A notificação é muito importante para monitorar a ocorrência de doenças de outros países que podem se espalhar no Brasil e colocar a população em risco. Essas informações ajudam o Ministério da Saúde a monitorar as principais doenças.

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