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A alopecia androgenética, a doença mais comum responsável pela calvície, atinge 50% das mulheres de até 50 anos, aponta a Sociedade Brasileira do Cabelo. Além disso, 100% delas vão ter menos cabelos até o final da vida, devido ao envelhecimento.

Já dados da Academia Americana de Dermatologia (DDA) indicam a ocorrência da redução total ou parcial de cabelos em determinada região da cabeça em mais de 2 bilhões de pessoas no mundo. Desse total, mais de 100 milhões são do sexo feminino.

Normalmente as pessoas perdem entre 100 e 120 fios diariamente, quantidade mais perceptível no banho. Já fios em excesso no travesseiro após uma noite de sono normal, sobre a mesa de trabalho ou no banco do carro indicam um possível doença e devem ser estudados. Para isso, é importante procurar um médico especialista em cabelos (tricologista) ou um dermatologista, pois eles poderão identificar a causa e sugerir o tratamento mais eficiente, alopecia frontal fibrosante. Essa última, inicialmente, caracterizada com exclusiva de mulheres, tese revista após diagnosticada em homens.

As causas da alopecia androgenética, são semelhantes em homens e mulheres. Contudo, é mais agressiva neles, geralmente, consome o cabelo do ápice da cabeça. Nelas há uma rarefação dos fios e a parte sem cabelo costuma ser mais simétrica. “A testosterona é a grande vilã da alopecia androgenética e a mulher não produz na mesma proporção do que o homem este hormônio, então a doença é mais grave nos homens”, comenta o médico e presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo, Adriano Almeida.

As alopecias cicatriciais também acometem ambos os sexos. Contudo, destroem o cabelo de forma definitiva. Algumas delas são a pseudopelada de Brocq, lupus, foliculite decalvante.

Presidente da Sociedade Brasileira do Cabelo, Adriano Almeida
Para buscar uma solução para a calvície, é imprescindível saber que a queda dos fios está sempre relacionada a problemas internos do organismo. Quem têm pessoas calvas na família, precisam ter ainda mais atenção, devido à predisposição genética. “O mais importante por ser uma doença crônica que não tem cura, porém tem tratamento, é começar a tratar logo”, frisa Almeida.

Os principais tratamentos são medicações orais e locais. Também pode ser feita aplicação, intralesional, pequenas injeções no couro cabeludo. “O último recurso, quando esses tratamentos não têm êxito, é o transplante capilar, que pode ser feito em mulheres. Não é exclusivo para homens”. O tratamento com médicos especializados e experientes, segundo Almeida, custa entre R$ 25 mil e R$ 40 mil.

Como manter os cabelos fortes e saudáveis?
Além de ter uma alimentação saudável e equilibrada, rica em ferro, cobre e vitamina 12, encontrados em carnes vermelhas, castanhas de caju, peixes e folhas verdes-escuras, entre outros. Procurar manter os cabelos limpos, hidratados e nutridos. Também é importante tomar cuidado com as famosas “receitinhas caseiras”, principalmente as divulgadas em sites não confiáveis e nas redes sociais. Fórmulas encontradas na internet para conseguir longas madeixas em um curto espaço de tempo. Uma delas, apelidada de “xampu bomba”, mistura um xampu comum de qualquer marca com vitamina A e um produto de uso veterinário. Essas experimentações são muito perigosas, podem causar a queda do cabelo e, inclusive, lesões no couro cabeludo.

Problema pode causar depressão
É comum ver homens conviverem com a calvície sem apresentarem algum tipo de trauma. Muitos, inclusive, costumam raspar as laterais, quando os fios somem na parte de cima na cabeça. O mesmo não acontece com o público feminino. “As mulheres não convivem de uma forma tranquila com a calvície. Isso mexe com a autoestima, muitas ficam deprimidas. Para elas, é difícil”, comenta o médico Adriano Almeida.

O presidente da Sociedade do Cabelo lembra o caso de uma paciente que desistiu de ir a festas por causa do problema. Depois do tratamento, passou a ter uma vida normal. “É maravilhoso, gratificante. Porque você tira uma pessoa da depressão e muda a vida dela”, afirma o especialista.

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