Foto: Sérgio Garcia/Ascom FPE

Passar pela areia fofa, chegar até a beira d’água e entrar para um banho de mar, uma cena comum nessa época do ano no litoral. Para muitos, porém, no meio do caminho há barreiras. Uma ação desenvolvida pela Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para PcD e PcH no Rio Grande do Sul (Faders), no entanto, com o apoio de parceiros, torna a praia mais acessível a quem tem deficiência ou mobilidade reduzida.
Através das cadeiras anfíbias, essas pessoas conseguem chegar ao mar e aproveitar a praia. Elas são chamadas dessa forma por terem formato e rodas apropriadas para circular na areia e entrar na água. Coordenadora do projeto Praia Acessível da Faders, Cláudia Alfama explica que, através de parceria com o Serviço Social do Comércio, Prefeituras e algumas organizações da comunidade, a fundação realiza a capacitação de pessoas para ministrarem esses banhos de mar.

O Sesc já tem suas cadeiras anfíbias e a fundação cede algumas aos municípios participantes da ação. Cláudia esclarece que cada Prefeitura tem seus dias e horários com pessoal disponível para auxiliar no uso das cadeiras, sendo que, nas unidades de Estação Verão do Sesc, são disponibilizadas de terças a domingos. “São feitos quatro ou cinco banhos por turno, com acompanhamento”, afirma.

Cada banho assistido dura de 15 a 20 minutos e é sempre acompanhado por profissionais capacitados da Faders. O projeto existe desde 2012 e inicialmente era fixo em Capão da Canoa. A partir de 2015, a instituição adquiriu mais cadeiras anfíbias e passou a realizar a ação de forma itinerante em outras praias. Cláudia acrescenta que é importante os municípios adquirirem suas próprias cadeiras para que mantenham a ação ao longo de todo ano, não limitando-se ao verão. Ela lembra ainda que cidades fora do litoral, que tenham balneários, também devem ter essa preocupação e possuir equipamentos para garantir acessibilidade a todos.

Cláudia acrescenta que o trabalho da fundação vai além da orientação e banhos com as cadeiras anfíbias. Ela afirma que a equipe observa a existência de acessibilidade em vários aspectos, como disponibilidade de rampas, banheiro químico adaptado e espaço para estacionamento destinado a pessoas com dificuldade de locomoção, por exemplo.

Saiba Mais
Nos principais balneários do Rio Grande do Sul (Litoral Norte, Médio, Sul e Bacia Hidrográfica do Guaíba), o projeto Praia Acessível oferece cadeiras anfíbias para o banho assistido.

A novidade do verão 2017/2018 é que o projeto foi estendido a 15 balneários, incluindo o de Rosário do Sul – balneário de água doce – e Arambaré, que recebe o Praia Acessível pela primeira vez. As capacitações para manuseio das cadeiras anfíbias também foram ampliadas, pois familiares e amigos das pessoas com deficiência também aprendem como manusear a cadeira.

Promovido pela Faders Acessibilidade e Inclusão, com parceiros públicos, privados e voluntários, o projeto pretende – essencialmente – criar uma cultura de respeito à acessibilidade à beira-mar e incentivar os gestores públicos a implementar e a manter projetos permanentes de acessibilidade em seus municípios.

No último final de semana, a Faders esteve em Torres. Os próximos locais com edições especiais do Praia Acessível 2018 serão Arambaré, dia 17 de fevereiro, e Cassino, dia 24.

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