Foto: Arquivo pessoal

Veterinário explica que a doença pode ser evitada com vacinas anuais

A falta de apetite, branqueamento da boca, mau hálito e isolamento em Champignon chamaram atenção da sua tutora, a estudante Cristiane Cerveira. Preocupada com o gato, ela procurou um veterinário. Na consulta, inicialmente foi diagnosticada dor na garganta. Os sintomas, no entanto, pioraram e foi realizado um teste e identificado que o pet era portador de leucemia felina.

A doença ainda é pouco conhecida, mas pode ser diagnosticada com um exame rápido de sangue. Com a definição, o tratamento deve começar de imediato para evitar que o quadro se agrave. Com dois gatos em casa, Mical também foi contaminada pelo vírus. Ambos foram tratados e viveram entre dois e três anos. A tutora fala da dificuldade de saber se o animal é portador “O pior é essa doença ser pouco conhecida e silenciosa, a gente acaba descobrindo muito tarde”, diz.

O veterinário Rodrigo Zanini explica que há vacina para evitar a doença, mas que é importante fazer o teste antes da imunização. Ele esclarece que o exame é necessário, mesmo em caso de filhotes, pois a doença pode ser passada de mãe para filho e permanecer silenciosa. O veterinário cita que os sintomas incluem tristeza, apatia, febre e anemia, e frisa a necessidade do diagnóstico rápido para iniciar o tratamento.

A vacina é chamada Quíntupla, pois previne cinco tipos de vírus, entre os quais o da leucemia felina. “Todos os gatos precisam ser vacinados. A partir dos 30 dias de idade, inicia-se o calendário de vacinação e todo ano é feito o reforço das vacinas”, frisa o profissional. Se estiver com as vacinas atualizadas, as chances de o animal contrair a doença são mínimas. Rodrigo explica que a leucemia felina é conhecida como “doença do gato amigo”. “A contaminação ocorre de uma forma horizontal, na qual um acaba passando para o outro através da saliva, secreção nasal e contato direto”, acrescenta.

O animal é tratado com antibióticos, estimuladores do sistema imune e, se necessário, transfusões de sangue. “Com o tratamento, existem gatos positivos, por exemplo, que ficam bem, mas, na teoria, têm aproximadamente dois anos de sobrevida”, explica o veterinário.

Rodrigo ressalta que, em caso do gato ser positivo, não significa que está doente, mas sim que o animal tem o vírus. “Temos vários pacientes felinos, de 10 anos, que nunca manifestaram a doença, então o importante é manter as vacinas em dia e fazer com que o sistema imune esteja sempre bom, pra não deixar que essa doença encubada no organismo, por um momento de imunidade baixa, ataque”, afirma.

Colgate não teve a doença
Tutora de três gatos infectados com o vírus da leucemia, a assistente contábil Camila Karen de Azevedo afirma que os primeiros sintomas foram falta de apetite e emagrec

Colgate tem o vírus, mas não desenvolveu a doença. Foto: Arquivo pessoal

imento, e apareceram de forma muito rápida. A primeira que manifestou os sintomas da doença foi White, com três anos e meio. Após exames, porém, descobriram que outros dois estavam infectados também. Os animais compartilhavam potes de comida e areia sanitária, causa da contaminação entre eles.

O tratamento foi realizado com soro e antibióticos, porém nada adiantou. Após 30 dias, dois dos animais morreram. Embora tenha o vírus, o gato Colgate, não apresentou crises. “Ele é ativo e saudável, já faz oito meses que descobrimos a doença e ele continua normal”, afirma Camila. “Nunca fizemos vacina porque nem sabíamos que existia essa doença”, acrescenta Camila.

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