O processo de criação é resultado das experiências pessoais do artista autodidata. Foto: Arquivo Pessoal

Entrar pelo saguão do Museu de Arte de Montenegro (MAM) será uma experiência sensorial, instigada pela profusão de cores e formas dos arquétipos ofertados pelo artista Adriano Karan. Os 22 quadros da exposição “Tchê Uni Cidade – Porque o amanhã vem depois do agora” completam a tríade “Influências e Percepções nas Relações a partir da Comunicação”.

Inicia há 10 anos, foi precedida pelas séries Influências – nas diferenças destacamos o indivíduo para fortalecer o todo; Percepções – nas projeções individuais referenciamos o olhar único sobre os eventos relativos ao coletivo; Relações – na junção das influências e percepções espelhamos a realidade atual subjetiva e holográfica através do outro; e agora a Comunicação. Karan explica que a Tchê Uni Cidade é uma metáfora, que, assim como ao ser pronunciado cria uma expressão, sua escrita separada sugere o coletivo, apesar das diferenças.

Nas telas, as pinturas com tintas diversas e desenhos com caneta sugerem uma mensagem; mas que ao ser vista tempos depois, assim como por outra pessoa, altera sua mensagem. Por isso, Karan classifica suas obras como espelho, que é um instrumento que – devido ao passar do tempo – nunca reflete a mesma pessoa. “É o que nós somos! Uma troca de informações. Uma troca constante de comunicação”, filosofou.

A mostra irá até o dia 29 de abril, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 16h30, no Salão Copesul, na Estação da Cultura. (RE)

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