Sua construção foi inspirada no Jardim Botânico de Pádua, na Itália, que foi criado em 1500, também para cultivar plantas venenosas e medicinais - Foto: Eugene Regis

O Castelo de Alnwick é uma das principais atrações turísticas da Inglaterra. Ele serviu de cenário para sequências de cenas internas e externas de Hogwarts nos dois primeiros filmes de Harry Potter. E também é conhecido como ponto turístico por causa de um jardim com mais de 100 espécies das plantas mais venenosas do mundo. O imóvel chega a receber até 800 mil vistantes por ano.

“Estas plantas podem matar”.

O jardim é chamado de The Poison Garden (“O Jardim Venenoso”) e é lar de plantas que podem matar só de tocar a pele. O portão preto, com uma caveira atravessada por ossos, traz um aviso que não deve ser levado na brincadeira: “Estas plantas podem matar”.

Entre essas plantas encontram-se a cicuta que foi usada para a execução do filósofo Sócrates, a mandrágora que é citada por Shakespeare em “Romeu e Julieta”, além da noz-vômica, beladona e tabaco. O local também possui licença para o cultivo da maconha, ópio e cocaína.

O duque Ralph Percy,de Northumberland, ocupa parte do castelo com sua familia. O restante é aberto para visitação. Em 1992, a duquesa Jane Percy ficou encarregada de remodelar os 17 hectares de jardins que cercam o castelo, em uma obra que consumiu 42 milhões de libras esterlinas. “Eu fiquei pensando o motivo de tantos jardins ao redor do mundo focarem no poder de cura das plantas em vez de sua capacidade de matar”, justificou a duquesa no site dedicado ao jardim.

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