Os professores presentes debateram um melhor aproveitamento no recreio, possíveis oficinas como método de ensino e a reforma no currículo profissional. Sugestões serão repassadas para a Secretaria de Educação

Como já era previsto, este ano, educadores da rede municipal de ensino terão mudanças no seu plano de carreira

No sábado pela manhã aconteceu a Assembléia do Sindicato dos Profissionais de Educação de Montenegro e Pareci Novo (Sinpedu) no Centro Social Martin Luther. Na ocasião, a entidade debateu alguns pontos do Plano de Carreira da categoria, que deve sofrer alterações em breve. O relatório com tudo o que foi aprovado na reunião será encaminhado à Secretaria Municipal de Educação e Cultura para avaliação.

Os professores presentes debateram muito o fato de o recreio ser considerado atividade pedagógica e defenderam o aumento da integração entre educadores e alunos nessas oportunidades. Também foi dito que o município se preocupa mais com fatores econômicos e, por vezes, deixa de lado o investimento na educação. Por fim, foi levantada a possibilidade de se fazer oficinas de disciplinas nas escolas, com o intuito de oferecer uma forma de aprendizagem mais dinâmica e descontraída.

Professor Rodrigo destaca a necessidade de valorização dos professores e um planejamento eficiente do ano letivo

Para o professor de História Rodrigo Dias, de 46 anos, o que falta para uma boa gestão da Educação, de parte do governo, é a valorização dos professores e a formulação de um planejamento, com controle de horas trabalhadas e direitos dos profissionais. “Só estamos lutando para garantir nossos direitos. Não buscamos nada, além disso, mas a categoria não pode sair perdendo”, comenta.

 

Tiago lembra que a atualização já estava prevista para 2017 e que o objetivo é lutar pelos seus direitos e por melhor qualidade de ensino

De acordo com Tiago Vargas, de 30 anos, presidente do Simpedu, a atualização do Plano de Carreira estava prevista em lei, já que a última reforma foi feita em 2003. Ele afirma que a atividade serviu para avaliar os aspectos que devem ser mudados, como o reajuste no piso salarial e um possível aumento na jornada de trabalho. “Agora a gente passa tudo montadinho para a Smec avaliar. É provável que a resposta não demore muito, já que a reforma precisa ser feita ainda em 2017“, comenta.

Tiago está à frente do Sinpedu desde outubro e afirma que é um cargo com o qual está muito satisfeito. “A nossa categoria deve estar sempre unida para não perder seus direitos e receber o devido respeito. Para mim, estar à frente do sindicato significa um reconhecimento muito bacana, mas também exige muita responsabilidade da minha parte”, afirma o educador.

Propostas aprovadas
1 – Aumentar o número de progressões horizontais, de cinco classes para 9 classes. Critérios: qualificação em instituições credenciadas, tempo de serviço, assiduidade, pontualidade e disciplina.
2 – Acrescentar duas progressões verticais: nível IV (mestrado) e nível V (doutorado) e prever incentivo salarial de 10% para profissionais que tiverem mais de uma especialização.
3 – Reduzir da jornada de trabalho de 22 para 21 horas semanais. Máximo de 14 horas de trabalho com alunos, tendo, para hora-atividade, um total de sete horas: duas horas de planejamento na escola, quatro horas de planejamento fora da escola e uma hora de reunião pedagógica.
4 – Passar a considerar as férias regulares de um período de 45 dias anuais (como já ocorre no Estado) com um recesso escolar de inverno de cinco dias.
5 – Garantir em lei uma política de equiparação salarial com os servidores públicos municipais do quadro geral, como o previsto no Plano Municipal de Educação em sua meta 17 e, também, no Plano Nacional de Educação. Para atingir essa equiparação nos próximos sete anos, a contar de 2018, o reajuste do magistério terá que ser 9,5% maior que o reajuste dos servidores do quadro geral.
6 – Regulamentar a democratização do processo de escolha de direção de escola.
7 – Criar os cargos específicos para a admissão/contratação de professores e monitores (e psicopedagoga), com formação específica para a função, que atuem no Atendimento Educacional Especializado (AEE).
8 – Prever licença remunerada para estudo em nível de graduação e pós-graduação.

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