Franciele de Oliveira Chagas, canabidiol, justiça, tumor cerebral, medicamento. Foto: Arquivo Ibiá

Diagnosticada com tumor cerebral em 2016, Franciele de Oliveira Chagas, de 25 anos, já passou por 42 cirurgias, dezenas de internações, perda parcial da visão e audição, além de diversos outros impactos na sua saúde. Como opção de tratamento para aliviar a sua dor e melhorar a sua qualidade de vida, a montenegrina iniciou o uso do medicamento canabidiol, o qual um frasco dura em torno de 25 dias, e custa R$ 2.000,00. Não fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a medicação só pode ser concedida após entrada de processo na Justiça, e mesmo com todos os documentos necessários e urgência no caso, a jovem teve seu pedido negado.

Por Franciele ter um tumor ventricular, não há possibilidade de remoção, então o único tratamento possível até o momento é a colocação de válvula para drenar o fluído produzido e diminuir a pressão no cérebro. “Ela tem uma cirurgia marcada para o dia 25, mas ainda precisa da medicação. […] Ela vai por uma nova válvula, agora na coluna, pra ver se diminui um pouco a quantidade de líquor (o fluído) cerebral”, explica a irmã de Franciele, Katiele de Oliveira.

Segundo Katiele, a irmã já deveria ter feito a cirurgia, mas estava muito fraca e corria sérios perigos. “Ela está um pouco mais forte. Com o uso do canabidiol ela conseguiu se recuperar um pouco, até engordou um pouquinho o que ela precisava”, fala.

Apesar da cirurgia marcada Franciele segue precisando do remédio. Morando de aluguel e com dois filhos, de 8 e 9 anos, a jovem e o esposo não conseguem custear o tratamento, e por isso entraram com um pedido na justiça para receber o medicamento. O pedido, no entanto foi negado pelo Juizado Especial da Fazenda Pública. A explicação dada é que o Estado não pode ser obrigado a fornecer medicamentos experimentais, e a ausência de registro na Anvisa impede, como regra geral, o fornecimento de medicamento por decisão judicial.

De acordo com a devolutiva, os pedidos de fornecimento de medicamentos sem registro na Anvisa devem ser necessariamente propostos em face da União, o que a família já está encaminhando. Mas leva tempo. Enquanto isso, Franciele pede a ajuda da comunidade com doações espontâneas para a compra do canabidiol. Qualquer valor pode ser depositado no Pix 04234403067 no nome de Franciele de Oliveira Chagas e em caso de dúvidas, ou possibilidade de outro tipo de ajuda, basta entrar em contato através do número (51) 9 8120-1652. (MG)

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