Reunião aconteceu no Campus da UCS em São Sebastião do Caí, e contou com representantes da Emater/Ascar, do Sebrae e produtores da região. Foto: divulgação Emater/RS-Ascar

Vale do Caí. Programa foi pauta em encontro com agricultores e representantes da Emater/RS e do Sebrae/RS

Visando a discussão dos detalhes do projeto de Fortalecimento e Promoção da Cadeia Citrícola do Vale do Caí, representantes da Emater/RS-Ascar e do Sebrae/RS estiveram reunidos com agricultores na última terça-feira, 19, no Campus da Universidade de Caxias do Sul (UCS) de São Sebastião do Caí. O programa foi apresentado pelo gestor de projetos do Sebrae/RS, Junior Utzig, buscando agregar valor às frutas cítricas produzidas na região, obtendo preço médio de venda maior pelo quilo da fruta, num comparativo com os demais produtores do Vale do Caí.

Um mapeamento de todos os elos da cadeia e dos mercados atingidos será feito como parte do projeto. “A intenção será identificar os gargalos e trabalhar para que estes problemas sejam resolvidos”, comenta Utzig. Um dos pré-requisitos para que os agricultores possam se envolver no programa é a adesão ao processo que constituirá uma marca coletiva para a produção local – que só será possível com a formalização de uma associação. “Essa marca coletiva, somada a associação, possibilitará a tomada de decisões conjuntas, com maior planejamento e de forma democrática”, avalia o gestor de projetos.

Para o produtor e comerciante de citros Márcio Mello, de Montenegro, o projeto tem importância especial por possibilitar um maior diálogo entre todos os elos da cadeia. “De nada adianta um produtor caprichar no pomar para a fruta chegar ao mercado e ser mal tratada ou jogada toda misturada em uma gôndola, sem diferenciação”, exemplifica. No caso de Mello, que possui um pomar de 130 hectares de citro, as frutas só chegam a mercados exigentes, como São Paulo, por causa da boa qualidade e classificação. “Não adianta apenas botar selo, a qualidade precisa ser comprovada”, acredita.

Num primeiro momento, o projeto atenderá um mínimo de 50 agricultores que aderirem de forma gratuita. Estes participarão de atividades com temas relacionados às boas práticas agrícolas, manejo de produtos fitossanitários, rastreabilidade na produção e uso de caderno em campo. A reunião para consolidação da Associação será no próximo dia 10 de abril. Além da Câmara Regional de Agricultura, da Emater/RS-Acar e do Sebrae/RS, o programa também é apoiado pela Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetag/RS), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

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