O Rio Grande do Sul é o primeiro Estado a coletar e dispor de dados sobre a população com transtorno do espectro autista (TEA), através da análise de dados das solicitações de Carteiras de Identificação no Rio Grande do Sul, a Ciptea. A pesquisa foi realizada com 4.074 pessoas, em 259 municípios. Ela será atualizada todo ano e tem como objetivo geral conhecer as características da população com TEA no RS.

O estudo mostra que, em Montenegro, 26 pessoas que solicitaram a carteirinha de identificação tiveram aprovação (número contabilizado até o dia 18 de março). Das solicitações de Ciptea de todos os municípios, 89,93% são para crianças e adolescentes de 0 a 18 anos. Pessoas com TEA que atingiram a maioridade representam 10,06% das solicitações.

Segundo os resultados da pesquisa, 80% das pessoas são do sexo masculino e 20% do sexo feminino – ou seja, para cada quatro meninos existe uma menina com autismo. A faixa etária analisada abrange pessoas de 0 a 15 anos de idade, sendo que o diagnóstico se dá, em 57% das vezes, na faixa etária do 0 aos 3 anos, evidenciando a importância do diagnóstico precoce. Questionou-se também sobre a presença de outros tipos de deficiência além do transtorno. A grande maioria (78,87%) não possui nenhum tipo de deficiência e 21,13% possui outros tipos de deficiência associada ao TEA, entre elas, deficiência física, auditiva e visual.

Ana Flávia Rigueira, diretora técnica da Faders Acessibilidade e Inclusão, acredita que todos os dados subsidiam e vão respaldar políticas de atendimento, sendo importante aumentar o número de carteiras expedidas, base para novas pesquisas. O estudo foi coordenado pela Secretaria da Igualdade, Cidadania, Direitos Humanos e Assistência Social (SICDHAS), através da sua vinculada Faders. (IF)

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