Cuidados com a alimentação devem ocorrem desde o primeiro dia de vida para evitar doenças posteriormente. Foto: istock

No dia 31 de março é celebrado o Dia Mundial da Saúde e Nutrição. Uma oportunidade para refletir e avaliar práticas nutricionais, assim como a importância da criação de hábitos saudáveis e nutritivos que sejam realistas. São mudanças na rotina cotidiana com poder de impactar na saúde e na prevenção de doenças. Manter sua saúde em dia com a nutrição adequada pode prevenir diversas enfermidades, por isso, o assunto deve estar constantemente em pauta.

Os hábitos alimentares saudáveis, junto da adoção de uma rotina de atividades físicas, podem evitar diversos fatores de risco na população, como obesidade, hipertensão arterial, alteração nos níveis de glicose sanguínea, colesterol, entre outros. O consumo frequente de alimentos industrializados com alta densidade calórica (fast-foods, refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, bebidas alcoólicas, etc), associado a práticas como omissão de refeições e baixa ingestão de frutas, legumes e verduras, são prejudiciais para uma boa nutrição.

Uma alimentação balanceada já é boa parte do caminho para prevenir o surgimento de doenças ao longo da vida. A prática da boa nutrição começa desde cedo, na gestação e logo após o nascimento, com o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida.

Nutrição adequada desde o nascimento
Em cada fase da vida – criança, adolescente, adulto ou idoso – o ser humano possui diferentes necessidades nutricionais. Segundo o Ministério da Saúde, muitos adultos obesos foram crianças obesas e, por essa razão, é importante ter um olhar mais cuidadoso para com a alimentação, pois neste início da vida há formação, crescimento e desenvolvimento celular, e as informações genéticas são gerenciadas. A falta de nutrientes na infância também pode, lá adiante, comprometer a saúde e favorecer o aparecimento de doenças. Por outro lado, uma alimentação equilibrada na primeira infância pode prevenir ou evitar dificuldades futuras.

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A nutricionista Luiza Soares da Silva, pós-graduanda em Nutrição Materno Infantil, afirma que o leite materno é inigualável por possuir todos os nutrientes necessários para a primeira fase da vida. Além disso, é um grande fator para prevenção de doenças futuras, como asma, sobrepeso, obesidade, diabetes, doenças intestinais e respiratórias. Também pode prevenir alergias.

Luiza pontua que a nutrição e cuidados com a saúde são importantes até mesmo antes de nascer. Por exemplo, uma futura mãe deve começar um acompanhamento antes da gestação, para avaliar as deficiências nutricionais e modular o sistema imunológico e intestinal. “Assim, começar uma suplementação adequada para esse momento, diminuir a exposição às toxinas, adequar o consumo alimentar e se necessário trabalhar para uma perda de peso”, afirma. Segundo ela, esta preparação serve para promover e manter uma gestação mais saudável, leve, com menos intercorrências e com nutrientes suficientes para a mãe e o bebê.

Nutricionista Luiza Soares da Silva, pós graduanda em Nutrição Materno Infantil. Foto: arquivo pessoal

O açúcar deve passar longe da alimentação do bebê até pelo menos os dois anos de idade. “Nesses primeiros anos, se molda o paladar da criança, então não é indicado introduzir nenhum tipo de açúcar. O consumo exagerado aumenta o risco de obesidade, hipertensão e alguns tipos de câncer”, diz. O mel é considerado um tipo de açúcar, então também só é indicado após os dois anos. E fique atento: o mel é um produto natural com diversos benefícios, mas também é facilmente contaminado pela bactéria Clostridium botulinum. Luiza afirma que o sistema gastrointestinal do bebê ainda não está preparado para combater essa bactéria. Assim, o Botulismo pode causar dificuldade no controle dos movimentos, episódios semelhantes a crises convulsivas, dificuldade para engolir, perda de expressões faciais e problemas respiratórios. Por isso, Luiza alerta que antes do primeiro ano de vida não ofereça nada com mel para o bebê. É também um método de prevenção.

Durante a introdução alimentar, ofereça comida de verdade à criança. Luiza destaca arroz, feijão, carnes, legumes e frutas. Tudo com o mínimo de industrializados possível. Os alimentos industrializados são vilões perigosos e não devem fazer parte da dieta dos bebês por mascararem grandes quantidades de sal, açúcar, conservantes e gorduras nada saudáveis. O resultado é bebê acima do peso e uma futura criança obesa com hábitos alimentares nocivos à saúde. Por não dar saciedade, quanto mais o bebê ou a criança come o alimento industrializado, mas eles irão querer comer e este ciclo vicioso inicia logo cedo, na infância.  Além de diabetes e pressão alta, os industrializados causam cáries, doenças cardíacas e colesterol alto.

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