Encontro na quarta-feira serviu para que comerciantes e produtores tomassem conhecimento do funcionamento de uma marca coletiva. FOTO: Divulgação/Emater/RS-Ascar

Qualidade. Marca coletiva agregará valor às frutas cítricas produzidas na região, beneficiando os agricultores do Vale

No dia 5 de setembro, produtores, comerciantes e demais envolvidos na cadeia da citricultura realizarão uma reunião para constituir uma associação regional. A definição ocorreu na última quarta-feira, dia 18, em encontro do qual participaram quase 50 empresários, agricultores e representantes de entidades. Na pauta, a criação de uma marca coletiva para as frutas do Vale do Caí. O encontro de setembro acontece no Campus da Universidade de Caxias do Sul (UCS), em São Sebastião do Caí, às 9h.

Para o assistente técnico regional em Sistema de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, Derli Paulo Bonine, a criação da marca e de um selo será importante, já que o consumidor, hoje, não tem como identificar as bergamotas e laranjas que estão nas gôndolas dos supermercados como provenientes do Vale do Caí. “O que se espera com a criação de uma marca coletiva é que o comprador relacione os citros vindos da região com frutas de qualidade”, afirmou.

Durante o encontro, que foi organizado pela Câmara Regional de Citricultura do Vale do Caí, o gestor de projetos do Sebrae, Junior Utzig, explicou o conceito de marca coletiva, que destina-se a identificar e distinguir produtos ou serviços provenientes de membros de pessoa jurídica representativa de uma coletividade, como uma associação, cooperativa, sindicato, consórcio ou federação, entre outros, e que vendam produtos ou serviços iguais, semelhantes ou afins. “Pode-se dizer que a marca coletiva tem finalidade distinta de outras marcas de produtos ou serviços, já que o seu objetivo é indicar ao consumidor que este ou aquele produto provém de membros de certa entidade”, comentou.

Também presente no encontro, o ex-presidente da Cooperativa dos Citricultores da Agricultura Familiar (Coofrutaf), o citricultor Sandro Motta, valorizou a iniciativa e salientou que a marca coletiva pode ser inaugurada com cultivos que realmente são originários do Vale do Caí, caso da bergamota Montenegrina. Já o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), João Bender, ressaltou que o Vale do Caí possui frutas com cor e sabor diferenciados e que isso precisa ser valorizado. Para ele, a iniciativa dará trabalho para ser constituída, mas será benéfica para toda a cadeia produtiva.

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