Evento foi acompanhado por mais de 200 pessoas, entre participantes presenciais e on-line. Foto: Emater/RS-Ascar

Um público de mais de 200 pessoas – entre participantes presenciais e via web – acompanhou na quinta-feira, dia 11, uma série de debates sobre regularização, uso e obtenção da água em propriedades rurais. As atividades integraram a programação do 1º Seminário de Segurança Hídrica do Vale do Caí, organizado pela Emater/RS-Ascar em parceria com a secretaria estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), pela Câmara Regional de Olericultura e pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag/RS). O evento foi realizado no Centro de Eventos de Bom Princípio e pela plataforma Teams.

Durante as discussões, a coordenadora do Grupo Gestor da Câmara de Olericultura do Vale do Caí, Anna Xavier, que também é extensionista da Emater, lembrou que o Vale do Caí possui mais de 1.400 famílias que cultivam variedades de hortaliças e morangos, sendo que 360 destas são agricultores familiares que comercializam para as Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa/RS), o que a torna o Vale do Caí a segunda região em importância no abastecimento estadual. “E, neste contexto, a bacia do Rio Caí tem grande importância e inegável função sócio-econômica, capaz de garantir a segurança e a soberania alimentar de grande parte da sociedade gaúcha”, salientou.

Em sua manifestação, a extensionista deu destaque a duas questões legais que impactam fortemente a olericultura: a classificação das águas da bacia do Rio Caí em Classe 2, de acordo com a Resolução Conama Nº 357/05, o que impede a irrigação de hortaliças e de frutas que se desenvolvam junto ao solo e que são consumidas cruas, o que limita a irrigação na região; e a regularização do uso da água, o que é um entrave especialmente para as pequenas estruturas de reservação.

Ambos os temas foram ampliados por outros palestrantes. O painel “Qualidade da água na horticultura”, com o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Renar Bender, tratou de estratégias para a manutenção da segurança dos alimentos. A regularização do uso da água foi ampliada na palestra do engenheiro agrônomo da secretaria estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) Francisco Marodin.

Fechando a tarde de discussões, o supervisor da Emater Marcelo Brandoli discorreu sobre a importância do armazenamento da água na propriedade rural, promovendo uma reflexão sobre este tema, já que sem água não há desenvolvimento na agricultura, o que interfere na qualidade de vida e na renda das famílias. Em sua manifestação, ele destacou sistemas de proteção de fontes, de construção de cisternas e de alternativas para a reservação de forma legalizada e sustentável, com um bom manejo dos mananciais.

O 1º Seminário de Segurança Hídrica do Vale do Caí teve apoio do Sicredi, do Sebrae/RS, da Associação dos Municípios do Vale do Rio Caí (Amvarc), do Conselho de Desenvolvimento do Vale do Rio Caí (Codevarc), da Prefeitura de Bom Princípio, da Frente Agropecuária Gaúcha, da UFRGS e do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Rio Caí.

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