Com diversidade de produtos coloniais, Pavilhão da Agricultura Familiar é um dos mais locais mais procurados pelos visitantes da Expointer

Feira movimentou mais de R$ 2 bilhões e atraiu 382 mil pessoas em nove dias

Airton Metz comemora boas vendas durante os nove dias de feira

A 40ª Expointer recebeu, em nove dias de feira, mais de 382,6 mil pessoas no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, e movimentou R$ 2.035.790.142,62 em negócios. Os resultados da mostra agropecuária, considerada uma das maiores do gênero na América Latina, foram levantados até as 13h de domingo e divulgados pelo governador José Ivo Sartori. O crescimento de aproximadamente 6% na comercialização, em comparação à edição do ano passado, foi devido ao volume de negócios da Feira da Agricultura Familiar.

Foram R$ 2.851.010,62 em vendas de produtos coloniais, um aumento de 40% em comparação com 2016. O artesanato comercializou R$ 1.100.000,00. Já os negócios no setor de máquinas e implementos agrícolas chegaram a R$ 1.923.226.000,00, um aumento de 0,75% em relação a 2016. A venda de animais foi o único segmento que registrou queda em relação à edição anterior. Com R$ 10.613.132,00 em negócios, a redução foi de 12%.

Proprietário da agroindústria familiar Amigos da Nadir, de Maratá, Airton Metz comprova os bons negócios no Pavilhão da Agricultura Familiar. Segundo ele, houve um aumento de 20% nas suas vendas em comparação com a última edição da Expointer. “Superou a expectativa”, afirma. Inclusive, as boas vendas de cucas e bolachas caseiras permitiram o investimento num forno giratório para o empreendimento localizado em São Pedro do Maratá.

Para a Harmonie Schnaps, as vendas foram 40% maiores. No entender do proprietário da agroindústria de Harmonia, Leandro Augusto Hilgert, o menor número de expositores de cachaças na feira deste ano contribuiu para esse aumento. “Isso refletiu nas vendas, mas, conversando com outros produtores, ninguém se queixou”, destaca. “Na Expointer, no geral, parecia que não existia crise. As pessoas carregavam muitas sacolas de produtos. O tempo também colaborou”, complementa.

Possibilidade de novo espaço gera expectativa positiva
Durante a coletiva que revelou os dados da 40ª edição da Expointer, o governador Sartori foi questionado sobre a construção de um segundo pavilhão para a agroindústria familiar. “Este ano, a agricultura familiar deu um salto muito interessante. Acredito que, até o final do ano, teremos novidades para o novo pavilhão”, disse. A possibilidade de mais espaço para a exposição dos produtos anima os expositores.

Airton Metz entende que a tendência é que esse espaço se torne realidade, até por ele ser uma necessidade. Conforme o representante da Amigos da Nadir, os visitantes não vão ao Pavilhão da Agricultura Familiar apenas para comprar. “As pessoas pedem explicações de onde é o produto e de como ele é feito”, explica. Em razão desse processo, ele entende que um espaço maior para as agroindústrias melhoraria o atendimento.

Conforme Leandro Augusto Hilgert, a estrutura para os expositores já melhorou se comparada a outros anos, com estacionamento para os produtores próximo do pavilhão e calçamento do caminho até o local. Segundo ele, a cada ano que passa, é possível ver melhorias na infraestrutura. “A agricultura familiar se tornou referência na Expointer”, destaca.

 

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