Em São Sebastião do Caí desde os anos 2000, empresa destaca o apoio do município como imprescindível ao seu crescimento. Hoje, ela emprega 1.500 funcionários. FOTO: AGROSUL/DIVULGAÇÃO

Ao todo, empresa vai investir R$ 50 milhões no Município até 2020

A direção da Agrosul, de São Sebastião do Caí, deu mais detalhes sobre seu plano de expansão anunciado na semana passada. Conforme o diretor geral da empresa, Nestor Freiberger, o projeto terá duas etapas e deve ser concluído até o ano que vêm. Primeiro com o incremento do frigorífico, com o abate e os cortes e, após, com a criação de uma nova fábrica de rações para intensificar a produção. O valor investido totalizará R$ 50 milhões.

A boa nova é reflexo de dois fatores do mercado de exportação do frango: o anúncio do acordo entre Mercosul e União Européia para a isenção de taxas de comercialização; e a peste suína africana na China, que aumentou a demanda pelo produto de fora. “Abriu-se uma série de oportunidades, não só para a área de frango, mas também para a de suínos e a de bovinos”, destaca Freiberger. “Por isso que nós estamos apostando no negócio.”

Além de investir em maquinário para o aumento da linha de produção, o frigorífico da Agrosul deve passar a operar em dois turnos. Neste sentido, a empresa estima a geração de 300 empregos diretos na indústria, além do incremento em toda a cadeia produtiva, impulsionando os integrados que criam o animal e até mesmo os transportadores. “Todos saem ganhando com isso”, comemora o diretor geral.

E se hoje a fatia de exportação da produção da empresa gira em torno dos 40%, a meta é chegar aos 50, sem deixar de lado os clientes brasileiros. “O volume de toda a produção vai crescer”, explica Freiberger. “Até porque, no mercado interno nós temos um potencial de 200 milhões de consumidores que não podem ser deixados de lado. No máximo, nós temos trabalhado no meio a meio”.

O executivo explica que é conhecendo as tendências e os costumes de cada mercado que a Agrosul vai definindo no que focar. “Tu acaba jogando. Nós temos o pé de galinha, por exemplo, que quase não tem consumo no mercado brasileiro mas que, ao contrário, na China, vende que nem pão quente”, exemplifica. “Então é preciso conhecer os mercados”. Freiberger já prevê que, dentro do projeto de expansão, novos cortes passarão a ser comercializados pela empresa caiense.

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