Confeitaria caiense também sentiu os impactos do novo coronavírus

A economia tem sido uma das áreas mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus. Em março, quando praticamente todo o comércio precisou ser fechado no Brasil em virtude do isolamento social, os empreendedores tiveram que se reinventar e se adaptar ao “novo normal”. Aos poucos, a rotina vai voltando à normalidade no Vale do Caí, mediante todas as medidas de segurança para evitar a disseminação do coronavírus.

Em São Sebastião do Caí, uma confeitaria localizada no centro da cidade se manteve aberta desde o início da pandemia, respeitando todos os protocolos de combate à Covid-19. “Não fechamos, mas nos primeiros meses (de pandemia) tivemos que retirar as mesas. Com isso, o movimento caiu bastante. Quando pudemos recolocar as mesas, a clientela foi voltando, mas não igual antes. Agora, o movimento está aumentando gradualmente”, salienta Maqueli Juchem, atendente do local.

Como a confeitaria fica localizada na parte central de São Sebastião do Caí, Maqueli pode observar de perto o fluxo de pessoas diariamente. Ela relata que, no início da pandemia, grande parte da população caiense cumpriu o isolamento e não se aglomerou no Centro. Porém, nos últimos meses, as pessoas “cansaram de ficar em casa”. “Na rua, o movimento está grande, principalmente durante o dia, em horário comercial. Muita gente sem máscara também”, observa.

A atendente frisa que, dentro da confeitaria, os clientes respeitam os protocolos impostos. “Aqui, o pessoal chega com máscara, utiliza álcool em gel ao entrar, respeita bastante”, completa. O estabelecimento funciona todos os dias da semana. De segunda a sábado, das 7h às 20h, e aos domingos, das 15h às 20h.

Dona Maria da Silva de 62 anos, moradora do bairro Navegantes, integra o grupo de consumidores que permaneceu em isolamento social nos primeiros meses da pandemia e agora retorna às compras no comércio do Caí. Com toda a proteção protocolar, Maria vai aos supermercados e às lojas da cidade. “A gente tem que fazer compras, não tem outra forma. Não dá só pra depender dos filhos porque eles trabalham”, comenta.

Ao lado da neta de sete anos, ela movimenta a economia local, seja na compra de alimentos, no pagamento de parcelas nas lojas de móveis e vestuário e até mesmo no sorvete desfrutado após o cumprimento de toda a agenda estabelecida para o “passeio”.

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