Carla batalha desde o início do ano contra um linfoma que se transformou em leucemia. FOTO: Arquivo Pessoal

Carla Souza precisa fazer um transplante de medula óssea

Ainda no começo do ano, em sua casa, a professora da rede municipal de ensino de Pareci Novo, Carla Tatiana Silva de Souza, 41 anos, passou a sentir fortes dores abdominais. Após alguns exames, em março, ficou internada por 13 dias no Hospital Unimed Vale do Caí, de Montenegro, cidade onde mora. De lá, foi encaminhada ao Hospital Santa Clara, do complexo da Santa Casa, em Porto Alegre, já que não conseguiram lhe dar um diagnóstico na casa de saúde montenegrina. No hospital da Capital, os médicos descobriram que Carla possuía um linfoma não-Hodgkin.

Logo, a docente de Português e Literatura foi transferida para o Hospital Santa Rita, onde iniciou as sessões de quimioterapia. “Tive complicações no intestino quando estava na primeira sessão. Passei por cirurgia, permanecendo na UTI por cinco dias”, conta Carla. Na metade do tratamento, em exame de rotina, foi descoberto que o seu linfoma havia se transformado em leucemia. “Não tem sido fácil essa batalha, pois ao descobrir a leucemia o protocolo da ‘quimio’ mudou totalmente”, diz.

Agora, a Carla precisa ficar internada durante 46 dias. Nesse período – que iniciou em 9 de julho –, ela encara diversos tipos de quimioterapia, através de infusão, injeções, via oral e, também, na coluna. “Um tanto invasivo, o tratamento. Emagreci muito, perdi os cabelos… muitas vezes, não me reconheço ao me olhar no espelho”, desabafa a professora, que também era contratada pelo Estado mas foi dispensada em razão da doença. Entre altos e baixos, ela possui uma certeza: é a sua família e os muitos amigos quem lhe mantêm firme na batalha.

“A positividade e a oração de pessoas que, às vezes nem conheço, me dão forças. Isso não tem preço”, garante a docente. Agora, Carla precisa de um apoio maior: encontrar um doador compatível. “Colegas, amigos, ex-alunos e pais de alunos já começaram a se cadastrar no Banco de Medula Óssea para me ajudar ou ajudar a outros”, destaca. Quem tiver interesse em ajudar a professora nessa luta, pode fazer seu cadastro de doador de medula óssea em dois locais da Capital: no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 15h, ou no Hemocentro do Estado, de segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 17h.

O que preciso para ser doador?
Para se tornar um doador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos; apresentar documento oficial de identidade com foto; estar em bom estado de saúde; não ter doenças infecciosas ou incapacidade e não apresentar doenças do sangue, sistema imunológico ou câncer. Ainda, o voluntário à doação assina um termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) e preenche uma ficha com informações pessoais. Para efetivar o cadastro, é retirada uma pequena quantidade de sangue do candidato a doador para a identificar suas características genéticas .

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