Relatos podem ser acompanhados nas redes sociais ou site da Prefeitura de Pareci Novo

Experiência de quem vivenciou doença causada pelo novo coronavírus chama atenção

“Eu estou passando para contar um pouquinho da minha história com o coronavírus. Aqui de casa só a mãe pegou e foi o suficiente para criar um caos em toda a família”. É assim que inicia o relato do advogado Manolito da Silveira para o projeto “Covid-19 é coisa séria”. A iniciativa é promovida pela Prefeitura de Pareci Novo e busca trazer a experiência de pessoas conhecidas da comunidade para exemplificar o perigo que a Covid-19 representa.

A ação ocorre nos canais oficiais de comunicação do Executivo (site e perfis no Facebook e Instragam) através de publicações tanto em texto quanto em vídeo. De acordo com o assessor de comunicação da Prefeitura de Pareci Novo, Daniel Verselhese, o Vêrsa, a ideia de criar a série de relatos partiu da observação de que a comunicação tradicional via redes sociais com mensagens de conscientização não estava surtindo o efeito desejado.

“A gente começou a optar pelo caminho do exemplo, de testemunhas, de mostrar pessoas que realmente sofreram com isso (Covid-19), pessoas que perderam pais ou mães ou que tiveram seus parentes em casos muito graves”, explica Vêrsa. Ao trazer personagens conhecidos da comunidade e seus relatos, a expectativa é passar a melhor informação possível ao máximo de pessoas possível.

“Além de depoimentos, são histórias reais de pessoas próximas, realmente para impactar positivamente na prevenção”, comenta a secretária de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Pareci Novo, Ilsandra Fell. A ação foi coordenada a partir da pasta por ele dirigida em parceria com a secretaria municipal de Saúde e Assistência Social e da secretaria de Educação.

De acordo com o secretário municipal de Saúde e Assistência Social, Rafael Soares de Souza, a ideia é, a partir dos relatos, mostrar que os perigos do vírus não estão longe da população de Pareci Novo. “A gente está vendo que está tendo uma repercussão muito positiva”, destaca. Ele reforça que mais do que relatar uma experiência, a ação ajuda a conscientizar as pessoas a buscarem atendimento médio e fazerem o acompanhamento caso estejam infectadas para evitar uma internação ou um agravamento do quadro de saúde.

A médica Vera Grünhäuser e o marido também contraíram Covid-19 e acabaram hospitalizados. Relato traz importante lembrete: mesmo não apresentando sintomas, pessoas infectadas também podem transmitir o vírus. FOTO: Arquivo Pessoal

“Cuidando de si, a gente vai cuidar de todo mundo”
No vídeo que abriu a série “Covid-19 é coisa séria”, Manolito relata que sua mãe passou 10 dias internada em hospital. “Teve situações em que eu tive convicção de que ela não iria voltar para casa”, revela. Hoje, Dulce Margarida da Silveira, 66 anos, está bem. Sua única sequela é o cansaço ao percorrer curtas distâncias o que, segundo os médicos falaram ao filho, é normal para quem foi acometido pelo novo coronavírus. Além disso, por conta da sua idade, agora ela já tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

Para Manolito, sua mãe pegou o vírus numa imprudência por causa do uso inadequado da máscara. “A falta de uso de máscara faz com que as pessoas tenham tragédias familiares inimagináveis, que a gente só sabe quando tem um contato direto com essa doença”, comenta. O advogado salienta que o que é pedido não é muito: que se use máscara e que se lave as mãos. “Não é tão difícil assim. O que se pede efetivamente é que tomem cuidado, que cada um cuide de si. Que cuidando de si, a gente vai cuidar de todo mundo”, reforça.

Dulce e Manolito em foto de arquivo: Covid-19 gerou momentos de tensão para toda família. FOTO: Arquivo Pessoal

Manolito conta que aceitou participar do projeto dando o seu relato por entender que ainda há falta de engajamento das pessoas quanto ao risco de contaminação e agravamento da Covid-19. Para ele, parece que as pessoas deixam de cuidar de si por acreditarem que nada vai acontecer com ela. O advogado analisa que é mais fácil se prestar atenção às medidas sanitárias quando se percebe que o risco está muito próximo. “Quando as mazelas acontecem com pessoas distantes temos a sensação de que nunca chegará à nossa família”, observa.

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