FOTO: ARQUIVO/IBIÁ

No início da noite dessa quinta-feira, 9, a Câmara de Vereadores de Pareci Novo recebeu documentos com um pedido de impeachment do prefeito Paulo Alexandre Barth (PDT). Segundo o presidente do Legislativo, vereador Augusto Kappes (Republicanos), a documentação foi protocolada por dois cidadãos, Nilo Campos Teixeira e Andréia Costa Guimarães. “O teor da denúncia é fundamentado com base no Decreto Lei 201/67 através do seu artigo 4°, incisos I,VII,VIII e X”, explica o parlamentar.

O dispositivo legal citado é federal e dispõe das responsabilidades de prefeitos e vereadores no País. Apontam para supostas infrações político-administrativas cometidas pelo prefeito: o impedimento do funcionamento regular da Câmara; a omissão de prática de sua competência; a negligência ou omissão na defesa de bens, direitos e interesses do Município; e procedências incompatíveis com a dignidade e decoro do cargo. Não foram divulgados detalhes de como as ações do prefeito se enquadrariam nos artigos.

É que, pelo horário, e seguindo o regimento interno da Câmara, o pedido de impeachment contendo a denúncia foi lacrado, ainda sem uma pré-análise. Será apreciado somente na próxima sessão ordinária do Legislativo, na noite do dia 16, quinta-feira. “O rito é dar conhecimento na sessão dia 16 e colocar em pauta o prosseguimento da denúncia ou seu arquivamento”, explica o presidente da casa. “Se prosseguir, o poder legislativo de imediato dará seguimento a todas as exigências necessárias. Cabe ressaltar que vamos analisar de forma imparcial e cumprir o nosso papel de fiscalizar, fazendo o julgamento em plenário.”

Ao Ibiá, o prefeito Paulo Barth disse que ficou sabendo do pedido pelas redes sociais; e que também desconhece os detalhes da denúncia. “Eles estão deixando em suspense para falar só na quinta-feira. A gente está curioso, porque o que pode ter? Nós procuramos trabalhar certinho, tanto que, financeiramente, estamos com praticamente R$ 4 milhões em caixa; e nunca teve um valor desse em caixa na história de Pareci Novo”, comentou. Na avaliação do chefe do Executivo, a oposição na Câmara terá os votos suficientes para fazer o processo seguir. “A gente sabe que essa é uma jogada política. As duas pessoas que foram lá entregar o pedido estão sendo usadas; porque, se os vereadores fossem fazer eles mesmos a denúncia, eles não poderiam participar da votação”, declarou.

A reportagem tenta contato com os autores da denúncia.

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