Prefeitura divulgou algumas fotos que já haviam sido feitas. Ideia era ter também imagens de crianças com vestimentas gaúchas no calendário. foto: Prefeitura de Maratá

Internautas acusaram Executivo de preconceito na montagem de calendário

Um post na rede social Facebook causou tamanha polêmica que fez com que a Prefeitura cancelasse seu projeto de calendário para 2018. Na postagem, uma mãe reclamava que sua filha teria sido impedida de participar das fotografias que formariam o calendário por não ter cabelos loiros. A partir de então, diversos internautas passaram a condenar o Executivo, alegando que ele era preconceituoso.

Em uma nota de esclarecimento e repúdio, a Administração Pública informou que procurou a família responsável pela postagem para esclarecer os fatos. Na nota, o Executivo também declarou que, devido à má fé de pessoas que teriam se utilizado de um fato mal interpretado para acusar a Administração Pública de preconceituosa, o projeto foi cancelado. “Afirmamos que não pactuamos com qualquer atitude que vincule a esse tipo de comportamento”, salientou o órgão sobre as acusações de discriminação.

De acordo com o prefeito Fernando Schrammel, o projeto consistia em mostrar algumas crianças vestidas com trajes típicos da Alemanha e outras com vestimentas tradicionais gaúchas, buscando evidenciar nas fotografias as duas culturas do município. “Uma criança ficou de fora e a mãe ouviu boatos de que só poderiam participar crianças loiras, mas não era verdade. Há crianças loiras e morenas”, contou.

Fernando explicou que a seleção se deu através de convite aos pais de filhos matriculados na rede municipal de ensino. Também era necessário que a família tivesse disponível a roupa que a criança usaria para as fotos. O prefeito salientou ainda que, em razão da distorção dos fatos e má fé, o Executivo optou por cancelar o projeto e repensar como serão feitas as imagens do calendário do próximo ano.

A reportagem tentou contato, via Facebook, com a família que realizou a postagem, mas não obteve retorno.

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