Na propriedade da família Fetzner, os visitantes podem entrar em contato com a natureza através de uma trilha. FOTOS: Divulgação/Propriedade Fetzner

EM BATINGA SUL. Será apresentado o exemplo da propriedade da Família Fetzner

A experiência do jovem Paulo Ricardo Fetzner e de sua família com a aposta em turismo rural em Batinga Sul, no interior de Brochier servirá de exemplo para os produtores rurais ou proprietários de imóveis no interior de Maratá que desejam diversificar suas fontes de renda. A reunião ocorrerá no dia 10 de outubro, em evento realizado pelo escritório local da Emater-RS/Ascar com a secretaria municipal de Turismo e Desporto de Maratá, na Casa do Turista, localizada no Parque Municipal da Oktoberfest, às 19h. Além do relato de Paulo, haverá uma palestra com a turismóloga da Emater Fernanda Costa da Silva.

Turismo na propriedade rural é uma forma de diversificar a economia no campo

De acordo com a extensionista rural do escritório de Maratá da Emater, Mariane Conrad Karlinski, interessados de outros municípios também podem participar do evento, que tem como público-alvo agricultores familiares com interesse em atividades vinculadas ao turismo rural, gestores e empreendedores. “O objetivo dessa ação é mostrar as potencialidades, incentivar e promover o desenvolvimento do turismo rural, mostrando que é possível agregar valor à propriedade rural e aos produtos e culturas existentes em nosso município”, afirma. Mais informações podem ser obtidas podem ser obtidas pelo número 9 9536-0137.

Paulo, que é guia de turismo e cursa bacharelado em Turismólogo na Feevale, explica que após várias experiências em destinos da região Sul do Brasil percebeu que havia na propriedade de sua família um potencial igual ou até maior que muitas das propriedades rurais turísticas. Assim, passou a planejar atividades e um roteiro de nove quilômetros de caminhada foi criado. O trajeto inclui passagem por cachoeiras, sítio arqueológico, casas abandonadas e ferrovia. “São mais de 10 propriedades privadas nesse trajeto, onde todos permitem a passagem e muitos fornecem produtos para o café rural que é servido ao final”, destaca Paulo.

O empreendedor conta que as atividades na propriedade iniciaram em 2016, mas acabaram ficando um pouco de lado nos dois anos seguintes. “Desde janeiro deste ano estamos trabalhando na estrutura e divulgação das atividades na propriedade”, afirma. Só neste ano, foram mais de 200 visitantes. Agora, a família pensa em ampliar a oferta aos turistas com atividades como camping. Também é planejada a construção de chalés para pernoite.

Paulo ressalta que a atividade turística envolve toda a família. Ele e o irmão são guias na caminhada, seu pai faz o apoio de carro e sua mãe e cunhadas ficam responsáveis pelo café. “A procura está tão boa que quase não temos mais datas para agendar atividades até final do ano”, comemora. Os bons resultados também levam a família a buscar a formalização da produção de derivados de cana (melado, açúcar mascavo e schmier) para aliá-la ao turismo.

“Todo o Vale do Caí tem um potencial enorme para o turismo rural, falta o empreendedo rural entender isso”, destaca. Ele salienta que não é preciso construir grandes estruturas para receber os visitantes e cita como exemplo a propriedade da sua família, os onde o café aos turistas é servido na própria casa deles. “Temos capacidade para 30 pessoas e todas saem extremamente felizes pelo acolhimento familiar”, comenta. Paulo reforça que o turismo rural ajuda a combater o êxodo rural e também pode ser alternativa de renda para as famílias. “Além de ser uma atividade muito prazerosa, ao contrário de outras produções que normalmente envolvem trabalho pesado”, observa.

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