Larvas do mosquito foram encontradas pela primeira vez em cemitérios de Maratá em março deste ano. FOTO: Arquivo/Prefeitura de Maratá

Familiares têm até 29 de maio para adequarem situação nas sepulturas

Maratá conta, agora, com uma lei que proíbe a colocação de vasos e recipientes que acumulem água nos cemitérios localizados em seu território. A medida, estabelecida pela lei municipal de número 2.105/2022, visa auxiliar no combate à reprodução do mosquito Aedes aegypti, conhecido por ser transmissor da dengue e de outras doenças.

Conforme o texto sancionado pela prefeita Gisele Adriana Schneider, os vasos não devem, de forma alguma, ser envolvidos com plásticos, tampouco ter suporte ou pratos que obstruam a passagem de água. Estão permitidos apenas vasos e recipientes completamente preenchidos com areia e que estejam perfurados na base, garantido o total escoamento da água. A Prefeitura irá instalar painéis informativos sobre o inteiro teor da lei nas entradas de acesso dos cemitérios.

Familiares responsáveis por sepulturas nos cemitérios e nas suas dependências têm até o dia 29 de maio para adequarem os vasos e recipientes que estejam em desacordo com a nova legislação. Os administradores dos cemitérios, as agentes de saúde e o agente de endemias estão autorizados a inutilizar, eliminar ou remover todos os recipientes móveis, arranjos de flores, papéis ou plásticos que não atendam ao disposto no artigo segundo da lei.

De acordo com o agente de endemias da Prefeitura de Maratá, Jaime Leite de Menezes, em 31 de março deste ano foram localizadas larvas de Aedes aegypti nos cemitérios de Uricana e do Centro. “Foi a primeira vez na história que se registrou focos do Aedes em cemitérios de Maratá”, conta. “Nessa última amostra também se registrou larvas de Aedes em residências”, reforça – e lembra que larvas do mosquito já vinham sendo encontradas em residências marataenses desde 2017.

Jaime enfatiza que a lei foi sancionada levando em conta esses dados, bem como a situação de alerta máximo contra a dengue vivida pelo Rio Grande do Sul e a baixa adesão dos munícipes no combate ao mosquito. “Vamos dar ampla publicidade a esta lei para que ninguém diga que a desconhece. As agentes de saúde vão entregar um panfleto informativo nas casas. Também já publicamos nas redes sociais da Prefeitura e vamos colocar placas bem legíveis nas entradas dos cemitérios”, destaca.

Administração prepara para junho semana de mutirão
Para seguir no combate à dengue e outras doenças, a secretaria municipal de Saúde de Maratá, por meio do setor de Vigilância em Saúde, realizará entre os dias 6 e 10 de junho a Semana D contra o Aedes aegypti. Durante esse período serão realizados mutirões de limpeza para eliminar focos de água parada que possam servir de criadouro para o mosquito.

Os cidadãos estão convocados a realizarem vistoria em seus terrenos e pátios para recolherem quaisquer itens onde a água pode ficar acumulada. Entram nesse rol pneus, garrafas, plásticos e vasos de plantas, por exemplo. Esses materiais deverão ser bem embalados e colocados nas margens da estrada geral de cada localidade para que a equipe do mutirão faça o recolhimento. Objetos maiores como sofá, armários, móveis, eletrodomésticos e outros não serão coletados nessa ação.

O mutirão iniciará na manhã do dia 6 de junho passando pelas localidades de Vitória, Vila Nova, Linha Götz e Linha Kerber. Já no dia 7 a coleta ocorrerá na Macega, também pela manhã. Na tarde dos dias 6 e 7 a ação ocorrerá no Centro. O mutirão passará pelas localidades de São Pedro do Maratá, Linha Progresso, Linha Canavial, Travessa Transcitus e Uricana na manhã do dia 8. Na manhã do dia 9 a ação acontece em Esperança, Linha Fries e Linha Pimenta. O último dia do mutirão – dia 10 – passará, pela manhã, por Boa Esperança, Encruzilhada do Maratá, Pinhal, Linha Passo Fundo e Maratá Alto.

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