Momento mais marcante da homenagem foi discurso emocionado que lembrou a vida do jovem falecido

Welinton Habeck morreu em um acidente de trânsito no final de fevereiro no Paraná. Ele tinha 19 anos de idade

O Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Encontro das Águas promoveu uma homenagem a um de seus membros, falecido no final do mês passado. Welinton Habeck era natural de Salvador do Sul e morreu em um acidente de trânsito no estado do Paraná.

Na tarde do dia 23 de fevereiro, o caminhão que ele dirigia colidiu contra uma Kombi, saiu da pista e bateu em uma árvore na rodovia PR-466, causando sua morte. Além de membro do CTG, o jovem, de apenas 19 anos de idade, era genro do patrão, Paulo Rogério Pereira da Costa.

E foi durante a tradicional cavalgada do Encontro das Águas – que ocorre anualmente para marcar o aniversário da entidade, e já está em sua 13º edição – que os tradicionalistas homenagearam o amigo. Ainda na concentração da atividade no último domingo, 10, em frente a sede do CTG no Parque Municipal da Oktoberfest, um discurso emocionado lembrou da vida e da trajetória de Welinton.

Welinton Habeck era natural de Salvador do Sul e membro do CTG. FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK

De pé, em um banco, um dos sócios do Centro de Tradições, Enilson Peruzzo, falou aos cavalarianos já montados sobre uma pessoa íntegra, parceira e batalhadora. “O Welinton era um cara que sempre vestiu a camisa do nosso CTG. E o melhor jeito de a gente representar ele agora é continuar com o ‘braço forte’ e sempre lembrando desse grande amigo que a gente perdeu”, declarou.

Recitando um verso da música tradicionalista Gritos da Liberdade, Enilson pediu luz ao jovem que deixou a todos muito cedo. “As almas charruas cavalgam coxilhas, guardando as fronteiras do sul brasileiro”, citou. E com a emoção já transbordando, o grupo rezou um Pai-Nosso e, com uma salva de palmas, celebrou o amigo de tantas outras cavalgadas.

Em cima dos cavalos no domingo, os tradicionalistas deram uma volta no Município, saindo do Parque e percorrendo um trajeto de cerca de oito quilômetros que passou pelas casas populares. Levaram pouco mais de uma hora. Muitos animais foram adornados com faixas pretas em volta do pescoço, ainda em lembrança do luto que muitos dividiam.

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