Visitantes da Alemanha foram recepcionados com alegria pela comunidade de Maratá

Grupo de Rheinböllen passou o dia na cidade colonizada por imigrantes oriundos de lá

Diversos marataenses já foram a Rheinböllen, e momento também foi de reencontros

Foi com festa que um grupo de moradores de Maratá recebeu amigos distantes na manhã de sexta-feira, dia 8. 20 moradores de Rheinböllen, cidade do distrito de Rhein-Hunsrück, estado da Renânia-Palatinado, na Alemanha, e co-irmã de Maratá, e de cidades vizinhas, vieram passar um dia no local inicialmente colonizado por imigrantes que partiram de seu chão. Para marcar o encontro, o grupo participou de diversas atividades.

Ao chegarem, por volta das 8h30min, os visitantes foram recepcionados por moradores e, acompanhados de uma bandinha típica, subiram no dindinho para seguir até o Parque Municipal da Oktoberfest. Lá, na Casa do Turista, receberam as boas-vindas do prefeito Fernando Schrammel e do deputado federal Heitor Schuch e viram um vídeo que apresentou as belezas de Maratá.

Após, participaram da cerimônia de descerramento da placa da rua Rheinböllen, localizada na esquina com a rua 20 de Março. De tal momento participou o padre Cláudio Finkler, que foi homenageado pelos visitantes em razão do seu aniversário com o tradicional “Parabéns a você” sendo cantado em alemão e com presentes.

O roteiro seguiu com visita a escolas do Município e também à localidade de Esperança. Atingida por um tornado em 2017. A comunidade de lá contou com a solidariedade de Rheinböllen para a sua reconstrução. O passeio incluiu ainda almoço em casas de famílias marataenses, visita aos parques municipais da Cascata Vitória e Cachoeira Maratá e uma noite cultural com apresentações do CTG.

Os visitantes ficam no Brasil até dia 22 e passarão por diversas cidades do Rio Grande do Sul, como Salvador do Sul e Pareci Novo, onde irão visitar a Citrusflor, e também irão para outros estados, como Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. Na quinta-feira, dia 7, o grupo, que no total conta com mais de 50 pessoas, incluindo diversos prefeitos de cidades alemãs, foi recebido pelo governador Eduardo Leite e pelo presidente da Assembleia Legislativa, Luís Augusto Lara.

Conforme o empresário do ramo do turismo Miguel Haupenthal, diversos grupos de Rheinböllen já vieram para Maratá e outros tantos foram de Maratá para Rheinböllen. Ele recordou que essa parceria iniciou-se em 1993, quando ele era chefe do Executivo marataense. “Veio um grupo de alemães, um grupo de danças e um coral. Eles se apresentaram em Maratá e lá começou uma amizade muito forte”, comentou.

Padre Cláudio recebeu presentes dos visitantes em razão do seu aniversário

Miguel destacou que em 2016, quando foi firmada a parceria de cidade co-irmã entre os dois municípios, uma comissão alemã veio para Maratá e depois uma comitiva de autoridades marataenses foi para Rheinböllen. O empresário salientou, ainda, que a cidade parceira de Maratá tem cerca de 10 mil habitantes e fica a aproximadamente 100 quilômetros de Frankfurt.

 

Parceria que ultrapassa os vínculos culturais
Mais do que um intercâmbio cultural, a parceria entre Maratá e Rheinböllen é marcada também pela solidariedade. Ex-prefeito da cidade alemã, Franz-Josef Lauer, comentou que o tornado que atingiu as localidades de Esperança e Boa Esperança em 2017 impactou Rheinböllen e, comovendo-se, a comunidade sentiu-se na obrigação de colaborar com as famílias atingidas. O representante da cidade da região de Rhein-Hunsrück também disse se sentir tocado por encontrar no Rio Grande do Sul diversas cidades onde o dialeto de Hunsrück segue sendo falado e espera que as crianças descendentes de alemães sigam aprendendo a língua de seus antepassados.

O prefeito Fernando Schrammel destacou que o povo marataense valoriza sua história e que, nesse sentido, a parceria com Rheinböllen mostra-se muito importante, uma vez que foi daquela cidade e região que vieram os primeiros imigrantes a colonizarem o que hoje é Maratá. Ele reforçou que quem visita à Capital das Belezas Naturais vê por todas as partes as marcas da colonização alemã e seus valores. “É uma forma de valorizar cada vez mais nossa história e nossa cultura”, garantiu o prefeito, apontando como momento significativo da visita a inauguração da rua com o nome da cidade co-irmã.

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