Procissão foi acompanhada por cerca de 150 devotos, que fizeram trajeto de quase dois quilômetros com a santa

Fiéis agradeceram e pediram graças à santa

Com hinos, orações e palavras de fé, devotos realizaram neste domingo, dia 13, a tradicional procissão em homenagem à Nossa Senhora de Lourdes em Maratá. Foi a 37ª vez que os fiéis fizeram o transporte da imagem da santa da Igreja Matriz da Paróquia São Miguel, no Centro, até a gruta do Parque da Cachoeira Maratá, cerca de dois quilômetros distante do ponto de partida.

De acordo com a Brigada Militar (BM), cerca de 150 pessoas participaram da procissão. Outras dezenas acompanharam o momento nas calçadas ou portas de suas casas e houve ainda quem se dirigiu diretamente ao parque. Entre os fiéis que acompanharam a santa durante todo o trajeto estava Douglas Orth, 34 anos. O marataense participou do momento acompanhado da esposa Clenir de Lourdes e da filha Maria Carolina. E foi cumprindo promessa pela saúde das duas que ele participou do momento.

Douglas participou da procissão para agradecer pela saúde da filha e da esposa

Emocionado, Douglas conta que sua esposa havia recebido um diagnóstico médico que dizia que ela nunca poderia ter filhos. Inclusive, no início de 2020, tinha uma cirurgia marcada para remoção do útero. Por conta da pandemia, o procedimento foi postergado e meses depois Clenir engravidou. Hoje, o pequeno milagre que é Maria Carolina tem um ano e um mês.

Para pagar promessas, agradecer e também pedir por saúde, Cladir Salete da Rosa, 50 anos, já participou de cerca de 10 procissões. Para ela, o momento de demonstração de fé traz uma sensação boa. “É uma caminhada que não cansa”, garantiu.

Glória acompanhou a passagem dos fiéis na porta da sua casa

Glória Plass, 79 anos, foi uma das pessoas que acompanhou da porta de casa a procissão. Com um pequeno altar com imagens da santa e velas, ela viu os devotos passarem em frente à sua residência. Ela conta que com o avançar da idade deixou de acompanhar a procissão a pé e que sua filha costumava a levar, mas por conta da pandemia resolveu não arriscar e preferiu acompanha a passagem da santa de casa. “A fé mantém a gente em pé, mantém a pessoa animada. A religião é muito importante”, fez questão de ressaltar Glória, que foi professora e catequista e faz parte do Apostolado da Oração.

Morando próximo do local por onde a procissão passou, Lisiane Willers Lerner, 58 anos, se deslocou até a esquina da avenida Irmãos Ko Freitag com a rua Miguel Schneider para ter seu momento com a santa e pedir por saúde para a família. Devota de Nossa Senhora de Lourdes, ela destacou que busca acompanhar a procissão todos os anos e lembrou que em 2020 fez o trajeto junto com a imagem e demais fiéis.

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Procissão voltou a acontecer após um ano sem edição

Padre Diogo ressaltou necessidade de se cuidar da saúde do corpo e também do espírito

A manhã deste domingo também marcou uma retomada da procissão, que não ocorreu em 2021 por conta das restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus. O padre Diogo José Wener disse que entende que a volta da procissão se encaixa no espírito de retomada que paira sobre toda a sociedade. “Nossa Senhora de Lourdes, protetora de todas as pessoas doentes e aquela que intercede a Deus pela saúde de cada um de nós, nos dá essa graça de retomarmos as nossas vidas, o nosso trabalho e as nossas atividades devolvendo tanto a saúde da alma e protegendo também a saúde do nosso corpo”, comentou.

Otimista, padre Cláudio busca ver o que de bom a pandemia fez florir na sociedade

O padre Cláudio Finkler, um dos responsáveis pela construção da gruta e início da tradição da procissão, comentou que a pandemia trouxe momentos de reflexão e preferiu ver o lado positivo dela, como a caridade. “O mal está aqui, mas nós temos o amor”, afirmou. O religioso também destacou que a pandemia mudou a sociedade e agora estamos retomando, aos poucos, a vida como antes. “Está voltando a alegria outra vez”, garantiu.

Comunidade ajuda na construção da tradição

Nelci Maria Büttenbender Kirsten tem 68 anos e há cerca de 15 se dedica, junto a outros membros do Apostolado da Oração, a preparar a santa para a procissão. A imagem é colocada no andor com antecedência, mas é no dia da demonstração de fé que Nossa Senhora de Lourdes é ornada com flores. “A gente vem pelas 6h”, contou Nelci, que este ano preparou a santa junto com Maria Helena Riffel e Neiva Müller.

Segundo Nelci, as tradicionais flores que enfeitam a imagem da santa são adquiridas com auxílio da comunidade. Mesma comunidade que se reveza para carregar a Nossa Senhora de Loudes ao longo da procissão. “Toda a comunidade se envolve”, destacou Nelci.

A fiel se disse feliz com a volta da procissão após a não realização da mesma em 2021. “A gente estava com medo de que ia chover, mas firmou o tempo”, comemorou. Ela salientou que a caminhada, durante a qual os devotos fazem pedidos de saúde, já é uma tradição marataense.

Integrantes do Apostolado da Oração preparam a santa para a procissão

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