Bom público esteve na Câmara de Vereadores para ouvir o assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Derli Bonine. Foto: divulgação Emater/RS-Ascar

Palestra orientou os produtores para que adotem a identificação nos cultivos
A Câmara de Vereadores de Maratá esteve lotada na terça-feira, 8, para uma reunião sobre rastreabilidade para produtos vegetais. O tema vem sendo amplamente discutido pela Emater/RS-Ascar com agricultores que cultivam frutas e hortaliças, desde agosto de 2018, mês em que entrou em vigor a Lei que determina que certos produtos vegetais contenham informações padronizadas que identifiquem o produtor ou o responsável em envoltórios, caixas, sacarias e outras embalagens.

Palestrante da tarde, o assistente técnico regional em Sistema de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, Derli Bonine, buscou orientar os produtores para a necessidade de que adotem algum tipo de identificação nos cultivos e que este informe o produtor, endereço, variedade da cultivar, quantidade, lote e data de colheita, entre outros. “A rastreabilidade tem foco no monitoramento e no controle de resíduos de agrotóxicos em todo o território nacional”, destacou Bonine.

Inicialmente a rastreabilidade está sendo aplicada nos citros, maçã, uva, alface, repolho, batata, tomate e pepino. A partir de fevereiro deste ano outros produtos, como cenoura, agrião, brócolis, pimentão e abóbora, serão inclusos no processo. “A nossa intenção é mobilizar as famílias produtoras para que tenham pleno entendimento da legislação e possam efetuar os ajustes frente a esta normativa”, reforçou Bonine. “Mercados que tiverem produtos não rastreáveis poderão ser severamente multados”, completou.

Como forma de se aproximar do que determina a normativa, a Emater/RS-Ascar sugere aos agricultores a adoção de um Caderno de Campo em que possam ser anotados desde o tipo de adubação feita nas hortas e pomares até o agrotóxico utilizado nos cultivos. O citricultor José Anoir Nonnemacher, da localidade de Uricana, já adota este modelo há cerca de dez anos. “É uma forma de termos o controle daquilo que produzimos, especialmente pelo fato de comercializar as bergamotas e laranjas para outros estados”, comenta.

Para Nonnemacher, a despeito do “baque inicial” para aqueles que não adotam este padrão, a legislação não é um “bicho de sete cabeças”. “Na realidade temos de acompanhar o que diz as normativas, nos modernizar”, acredita o agricultor, que possui 11 hectares de área plantada de citros e produziu cerca de 150 toneladas de frutos na última safra. “Acredito que esta é uma forma de padronizar, de qualificar e que, consequentemente, será bom para todos”, finaliza.

Presente no evento, o representante da indústria Tecnovin do Brasil, Rogério Carlos Ciprandi, reforçou a importância de se estar adequado à legislação, especialmente quando se fala de mercado internacional. “Todos sabemos que qualidade é sinônimo de rentabilidade”, refletiu. A atividade contou com o apoio da Prefeitura de Maratá e do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR). Participou da reunião o prefeito do município anfitrião, Fernando Schrammel.

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