A reunião foi realizada na sede da secretaria da Saúde em Porto Alegre. Foto:ACOM/Câmara de Vereadores de Montenegro

Enquanto isso, segue a paralisação nas especialidades e exames no hospital

Lideranças da região estiveram reunidas nesta quarta-feira, 14, com o secretário estadual da Saúde, Francisco Zancan Paz, para buscar uma solução ao problema da dívida do Estado com o Hospital Montenegro. Contudo, a reunião acabou sem o desfecho aguardado por aqueles que buscavam, pelo menos, a data em que os pagamentos seriam colocados em dia. O secretário da Saúde destacou que de nada adianta a pressão dos prefeitos e vereadores, pois a crise é real e não há dinheiro, e que só informará uma data para os depósitos após a Secretaria da Fazenda sinalizar o envio dos valores para a Saúde. O secretário disse que até o final do ano dois vencimentos deverão ser pagos, mas não confirmou quando isso irá ocorrer.

O Estado pede um tempo para levantar os recursos e tentar resolver o problema. E alega que outras entidades enfrentam a mesma dificuldade e não deixaram a população desassistida. Conforme a secretaria, o HM não poderia ter suspenso os atendimentos, devido a uma cláusula contratual. De acordo com ela, o prestador tem prazo de trinta dias para notificar o Estado antes de suspender os atendimentos.

O diretor do HM, Carlos Batista da Silveira, afirma que a Secretaria de Saúde foi informada previamente da situação e da decisão tomada diante da indignação dos médicos que possuem salários em atraso. “Na hora em que o Estado tem que cobrar sua parte ele cobra, mas quando cabe a ele cumprir sua parte, ele não cumpre”, diz Carlos.

Enquanto isso, a Associação dos Municípios do Vale do Caí (Amvarc) quer que as cidades que usam os serviços do HM coloquem em dia seus pagamentos e que quem não contribui passe a destinar valores para o Hospital. O presidente da Amvarc, Fernando Schrammel, prefeito de Maratá, diz que para driblar as dificuldades, o HM precisa contar com a sensibilidade dos gestores das cidades. “Tem municípios que não repassam nada para o Hospital. Essa renda pode ajudar o HM, essa crise no Governo do Estado ainda não terminou e deve continuar ano que vem”, avalia Fernando.

A casa de saúde, que é referência para 14 cidades, teve de suspender atendimentos e exames agendados devido ao atraso nos repasses do Governo do Estado. Há uma semana a direção do Hospital Montenegro anunciou a suspensão por tempo indeterminado das consultas e cirurgias eletivas agendadas através das secretarias de saúde dos municípios do Vale do Caí, que têm a casa de saúde como referência.

Continuam sendo prestados os serviços do plantão, assim como seus exames, curativos, gesso e cirurgias consequentes, bem como as internações, o serviço da UTI e os partos.

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