Com silos de armazenagem quase vazios, produtores vislumbram dificuldades para alimentar animais se o movimento não for encerrado. foto: Arquivo Pessoal

Em razão da greve dos caminhoneiros, produtores integrados demonstram preocupação com a dificuldade que caminhões carregados com ração apresentam para abastecer aviários e pocilgas. Em Esperança, interior de Maratá, o produtor Jeovani Reichert, 27 anos, tinha uma entrega de ração marcada para a última quarta-feira, mas, até agora, ela não chegou. Com o que ainda resta em suas reservas, ele estima que terá alimento até quinta-feira desta semana.

Com 400 suínos na fase de terminação, Jeovani já segue as orientações da integradora, fazendo o racionamento da ração ao alimentar os animais uma vez por dia. Outra indicação é a de tratar os suínos com pasto. No momento, a maior preocupação do produtor é de que animais comecem a morrer se a situação não mudar, o que causaria grande prejuízo.

Apesar da apreensão, Jeovani entende que a manifestação dos caminhoneiros é legítima. “Tem pontos em que eles estão corretos. Do jeito que está, não dá para ficar”, analisa o produtor integrado.

Por situação semelhante passa a produtora Iloane Ulrich, 48 anos. Ela e seu marido possuem três aviários em Passo da Serra, Montenegro, onde são criados 63 mil pintinhos. A integrada diz que a última carga de ração que recebeu foi na terça-feira passada, com o caminhão vindo à noite em razão da manifestação dos caminhoneiros.

Iloane estima que possui ração suficiente para alimentar as aves até o final desta semana. A produtora conta que a orientação recebida da integradora é de economizar na hora do trato. “Fico apreensiva. Coitado de quem já tem o frango grande”, diz e lembra que já passou pela dificuldade de ficar sem ração para alimentar as aves em estágio final de criação.

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