Pertencente ao 5º Núcleo, o Colégio Estadual Engenheiro Paulo Chaves, Maratá, está entre as escolas com atividades parada totalmente

Unidos contra as reformas propostas pelo governador Eduardo Leite no serviço público, os professores estaduais se mantém em greve em Montenegro e região. Liderada pelo Cpers/Sindicato, apenas a Escola Estadual de Ensino Médio São Francisco de Assis recuou da decisão de continuar paralisada integralmente, voltando de forma parcial às atividades. Das 22 instituições que integram o 5º Núcleo da entidade, 12 permanecem em greve total, 8 parcial e duas seguem com as aulas normais.

Além da proposta do governo de mudança no plano de carreira do magistério, os educadores também são contra o projeto que aumenta as alíquotas de previdência. Com clima tenso, na terça-feira, 25, uma nova assembleia geral reuniu professores do Rio Grande do Sul, que se juntaram com funcionários públicos de todas as categorias. Na frente do Palácio do Piratini, em Porto Alegre, o segundo ato unificado acabou em confronto entre os manifestantes e policiais.

“A ideia da assembleia era juntar os servidores públicos para mostrar a força da greve em todo estado”, disse a diretora geral do 5° Núcleo do Cpers, Juliana Kussler. “Um grupo tentou entrar no Piratini, mas foi impedido pela tropa de choque com gás de pimenta na cara”, lamentou a sindicalista, acrescentando que vários professores saíram machucados, inclusive a presidente do sindicato.

Na assembleia, mais de 120 educadores e funcionários de Montenegro e região estiveram presentes. De acordo com o comando de greve, a ameaça do governador Eduardo Leite, de cortar o ponto dos professores grevistas e não negociar a compensação dos dias parados,não surtiu efeito entre a categoria, que está em greve há uma semana. Conforme a entidade, o movimento se ampliou, atingindo agora 1.533 escolas – das quais 773 totalmente paradas. Isso significa cerca de 65% de toda a rede pública de ensino do Estado. Na comparação, os números repassados pelo governo e pelo Cpers-Sindicato divergem.

Segundo o governo, são cerca de 1.026 escolas afetadas até a última segunda-feira, totalizando 526 instituições com as atividades completamente paradas, e cerca de 500 com paralisação parcial. Conforme a secretaria de Educação (Seduc), esse balanço é feito com base nas 2.244 escolas no Estado que responderam ao questionamento da pasta — no total, existem cerca de 2,5 mil instituições.

Confira a situação das escolas na região
Greve geral
Colégio Ivo Buhler – CIEP
Escola Delfina Dias Ferraz
Escola Manoel de Souza Moraes
Escola junto ao Núcleo Habitacional Promorar
Escola São José do Maratá
Escola Adelaide Sá Brito
Escola Adão Martini
Colégio Estadual Engenheiro Paulo Chaves
Escola Erni Oscar Fauth
Escola Moojen
Escola Yara Ferraz Gaia
Escola Jose Garibaldi
Greve parcial
Escola Januário Corrêa
Escola São João Batista
Escola Tanac
A.J. Renner
Escola Paulo Ribeiro Campos (Polivalente)
Escola Álvaro De Moraes
Escola São Francisco de Assis
Escola Osvaldo Brochier

Atividades normais
Escola Aurélio Porto
Escola Jacob Hoff

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