59% das empresas brochienses de carvão comercializam seu produto no Litoral, assim como para diversas outras regiões do Estado. Setor também garante renda para os produtores rurais, que fazem o produto

Demanda por churrasco aumenta nos meses de férias e comércio traz prosperidade a empresas e produtores rurais

Verão, sol, praia, amigos e familiares reunidos. Para completar a lista, claro, não pode faltar o bom e velho churrasco – a refeição favorita da maioria dos gaúchos, principalmente no período de férias. E é bem por isso que, entre dezembro e março, a produção e a venda de carvão em Brochier têm seu melhor período no ano, impulsionando as receitas do Município, dos varejistas e dos produtores rurais locais.

De acordo com a secretaria municipal de Agricultura e Meio Ambiente, 59% das empresas brochienses de carvão têm, em alguma medida, o litoral como “praça” para a comercialização de seu produto.

“No Verão, tudo é motivo de fazer um churrasquinho. Aí na questão da geração de empregos diretos e indiretos, os negócios disparam”, destaca o secretário Fernando Aurélio Braun.

Empresa brochiense estima que a demanda aumenta em 40% durante os meses de férias. Por isso, as praias já são o principal foco do negócio

Na empresa da família de Cleiton Luís Musskopf, a produção, compra e empacotamento do carvão para venda aumenta em até 40% nessa época de Verão. Tramandaí, Imbé, Capão da Canoa, Torres, o que não faltam são praias com a marca brochiense que, hoje, já chega em Santa Catarina, Paraná e até São Paulo. Cleiton conta que, nessa cadeia, cerca de 200 famílias produtoras garantem a colocação do produto no mercado.

“O Litoral é muito forte. No Inverno, esse movimento cai, então é um equilíbrio com o Verão”, explica o empresário. Com o tempo frio, a empresa passa a focar no comércio de lenha, que, apesar de não tão popular, garante o funcionamento do negócio e a manutenção da equipe de funcionários. “Então, a gente foca bastante nas praias.”

Com a experiência que tem no ramo, Cleiton explica que a preferência dos supermercados, em geral, é comprar um volume maior de uma mesma marca de carvão do que comprar quantidades pequenas, de diferentes marcas.

Com isso, o varejo consegue um preço mais em conta e o consumidor acaba “acostumado” a um mesmo produto. “São marcas que o consumidor já conhece naquela região”, coloca.

O secretário Fernando Aurélio Braun conta que, até em visitas oficiais pela Prefeitura, as pessoas acabam lembrando de Brochier pelo carvão que compram e consomem. “Nossas empresas abastecem todo o estado. Além do litoral, a Serra, a Campanha, as Missões, todo esse pessoal é abastecido pelo carvão de Brochier”, aponta, explicando que a concorrência da Região Metropolitana que impulsiona os empresários a irem para mais longe para buscar outras praças. “Têm caminhões que saem diretamente do Município para atender essas diferentes regiões.”

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