Destinação correta do plástico para reciclagem é fundamental. FOTO: Pixabay

Conhecido como um dos materiais de mais difícil decomposição no meio ambiente o plástico tem levado a fama de vilão ao longo dos anos. Mas existem também outros pontos de vista com relação ao produto.
Conforme o presidente do Sinplast-RS, Gerson Haas, ao longo das últimas décadas o avanço nas tecnologias para reciclagem possibilitou que atualmente 100% do material plástico possa ser reciclado. “Não existe mais material plástico que não seja reciclável. Quimicamente nós podemos dividir em dois grandes grupos, os chamados termofixos e o termoplástico. Os termofixos são os plásticos que podemos moldar apenas uma vez, como o baquelite, que é aquela parte preta que fica nas panelas e nas chaleiras. Já o termoplástico é aquele que a gente conhece normalmente como plástico, aquilo tu podes moldar quantas vezes for necessário”, explica Haas.

Gerson Haas, presidente do Sinplast-RS. FOTO: divulgação/Sinplast-RS

Além da reciclagem, o presidente do Sinplast-RS explica que também existem outras possibilidades de uso do material atualmente. “Dentro do asfalto tem empresas que estão utilizando um polímero de plástico que faz com que tenha mais maleabilidade e tenha mais durabilidade. Outra utilização é na fabricação de tintas, hoje quase todas as empresas estão utilizando pet reciclável como composto da tinta”, destaca Haas.

De acordo com o presidente Sinplast-RS outra tecnologia que também já está sendo utilizada é o ciclo reverso, que transforma o plástico novamente em petróleo. “Já existe também a reciclagem química, que é quando tu revertes o plástico em combustível novamente, então existem muitas possibilidades”, aponta.

Mas apesar das diversas possibilidades de uso do plástico atualmente, Haas afirma que a mais eficiente continua sendo a correta destinação do resíduo para a reciclagem. “O plástico pós-consumo precisa ser destinado corretamente, ou seja, separar ele do lixo orgânico do seco e destinar para reciclagem. Com isso, o que é uma garrafa vira a embalagem de um produto de limpeza, um solado de calçado, pode virar o painel da porta de um carro e muitas outras coisas”, afirma.

Plástico verde é alternativa
O plástico verde é uma novidade que surgiu nos últimos anos como uma alternativa produzida a partir de uma matéria-prima renovável, a cana de açúcar. Fabricado na planta da Braskem no Polo Petroquímico de Triunfo, o polietileno verde tem como vantagem a captura do gás carbônico da atmosfera durante a sua produção, colaborando para a redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa.

Segundo o presidente do Sinplast-RS, Gerson Haas, a produção do plástico verde é um alternativa mais sustentável, mas deve também estar aliada a conscientização da população sobre a reciclagem deste material. “Mesmo que passemos a utilizar somente o plástico verde temos que ter esse cuidado de ao utilizar uma sacola ou uma garrafa destinar para reciclagem, não pode ficar no meio ambiente”, destaca.

Para Haas a fabricação do plástico verde deve estar aliada ao estímulo de políticas públicas que visem à conscientização da população sobre o descarte correto dos materiais recicláveis. “Eu acho que nós temos que ter mais consciência e o poder público também tem que incentivar isso, porque hoje apenas 18% das prefeituras brasileiras têm coleta seletiva, algo que é extremamente importante”, aponta.

Deixe seu comentário