Descarte incorreto de máscaras preocupa ambientalistas e defensores da natureza. Foto: Tataks / Getty Images

A pandemia do novo coronavírus está em curva decrescente no Brasil, mas isso não significa que a população possa relaxar e diminuir os cuidados. O uso de máscaras, por exemplo, continua sendo obrigatório e imprescindível no combate à Covid-19. Além da importância da utilização do equipamento de proteção, é fundamental que a população faça o descarte correto da máscara que não é reutilizável, para evitar a contaminação dos profissionais que trabalham na coleta do lixo e também para não prejudicar o meio ambiente.

É preciso ter cuidado e conscientização na hora de descartar as máscaras. Elas podem ser colocadas no lixo comum, desde que estejam dentro de um ou dois saquinhos plásticos, sugere a chefe da Vigilância em Saúde de Montenegro, Beatriz Garcia. “As pessoas podem acomodar a máscara que não será reutilizada num outro saquinho plástico, ou até em dois, e amarrar bem forte, antes de colocar no lixo comum, ou no lixo do banheiro”, explica.

“O que pode ser feito também é escrever, na parte de fora do saco do lixo, a palavra ‘contaminado’. Como ocorre quando vidros são descartados, onde o material é acomodado em um pacote bem forrado, para não machucar os coletores. Acredito que é uma ideia também para a máscara contaminada”, acrescenta Beatriz.

Anualmente, cerca de 100 mil animais marinhos morrem asfixiados, presos ou envenenados com resíduos plásticos. Foto: reprodução / Facebook Acom

Desde o começo da pandemia, especialistas reforçam para que esses materiais não entrem em contato com o ambiente e sejam separados do lixo reciclável quando descartados. Devido ao seu risco infeccioso, nenhuma máscara pode ser reciclada. Isso vale para as máscaras de tecido, máscara cirúrgica, N95 e PFF2.

O descarte incorreto das máscaras gera preocupação em ambientalistas e defensores da natureza, já que esses materiais atingem diretamente a fauna marinha e terrestre. Cada máscara cirúrgica, que pesa aproximadamente quatro gramas (4 g), por exemplo, pode demorar até 400 anos para degradar-se. Anualmente, cerca de 100 mil animais marinhos morrem asfixiados, presos ou envenenados com resíduos plásticos. Desde o início da pandemia, muitas aves com máscaras emaranhadas nas asas têm sido encontradas.

Com o objetivo de minimizar e até evitar esse tipo de situação, a Universidade Nacional de San Augustin de Arequipa, do Peru, lançou a campanha Elastic Cut. A ação tem foco na conscientização da população, para que os elásticos das máscaras sejam cortados antes de o material ser jogado fora. “Só o fato de tirar os elásticos diminuirá a chance desses animais se enforcarem ou se enroscarem com as máscaras”, enfatiza a chefe da Vigilância em Saúde.

Por fim, Beatriz reforça que a população deve seguir respeitando as medidas sanitárias para evitar o contágio da Covid-19. “As pessoas precisam continuar usando máscara e não se aglomerarem. O último decreto estadual foi mais flexível, mas ainda não liberou nada disso. Temos que conscientizar as pessoas que usar máscara ainda é imprescindível, a máscara protege”, completa.

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