Em agosto, 7,8 milhões de pessoas viajaram de avião no Brasil, FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

O número de passageiros de aviões no Brasil em agosto foi de 7,8 milhões, alta de 4,36% em relação ao mesmo período de 2017. A demanda por viagens aéreas, que leva em conta passageiros pagantes e distância percorrida, teve elevação de 4,40% no mesmo período.

A oferta cresceu 4,75%. Os dados foram divulgados nessa quinta-feira, 27, em São Paulo, pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). No acumulado do ano até agosto, houve alta de 4,75% na demanda e de 4,80% na oferta. O equilíbrio entre oferta e demanda resultou em estabilidade do aproveitamento dos assentos, que ficou em 80,78%, retração de 0,04 ponto percentual em relação ao acumulado de 2017.

Em entrevista a Agência Brasil, o presidente da associação, Eduardo Sanovicz, informou que o setor enfrentou, desde agosto do ano passado, o problema da elevação nos custos, com a alta de 25% no câmbio e de 60% no querosene. O combustível para aviação, inclusive, atingiu, no mês passado, o nível mais alto desde 2002, de acordo com a associação.

Com o aumento de custos, Sanovicz admite a possibilidade de reajuste nas tarifas aos passageiros futuramente. “É racional esperar que, de alguma forma, o aumento do querosene e do câmbio tenha um reflexo. Não será tão impactante, porque hoje é possível ter política tarifária com produtos acessórios”, disse.

A Abear defende a revisão da precificação do combustível de aviação, demanda que vem sendo enviada aos candidatos à Presidência da República. Segundo Sanovicz, o modelo atual de precificação é usado desde os anos 80. A entidade é contrária à cobrança do combustível em dólar, já que, hoje, 90% desse combustível são produzidos no Brasil, diferente dos anos 80, quando 90% eram importados.

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