Lâmpada
foto: reprodução/internet

Resolução prevê a entrega das peças no comércio ou em locais indicados pelos comerciantes que vendem o produto

O descarte correto das lâmpadas fluorescentes, a partir de agora, deverá ganhar mais agilidade. A resolução 333/2016 do Conselho Estadual de Meio Ambiente, que entrou em vigor a partir de sua publicação, estabelece as diretrizes para o descarte e a destinação final desses objetos em todo o Estado.

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A legislação compreende como destino correto três etapas: a entrega das lâmpadas, pelos consumidores, em pontos de coletas, que serão os comércios ou locais indicados por esses; o depósito em uma Central de Armazenamento; e o encaminhamento à Unidade de Processamento. Nesse destino final, ocorrerá o processo de d

escontaminação dos componentes integrantes da lâmpada, como vidro, alumínio, baquelite (resina sintética), parte deles podendo ser enviada para reciclagem.
Para que a resolução alcance o resultado esperado, será necessário intensificar as ações de educação ambiental, além de contar com o apoio de instituições, conforme a chefe de gabinete da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), responsável pelo Órgão Gestor da Política Estadual de Educação Ambiental, Lilian Zenker. “É fundamental que a sociedade conheça a importância dessas mudanças para o meio ambiente. Esse trabalho será realizado pela Sema, em parceria com a Fecomércio e os municípios”.
A decisão foi tomada porque as lâmpadas fluorescentes contém mercúrio, considerado resíduo perigoso de Classe I, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Por ser tóxico e possuir capacidade de bioacumulação, esse metal prejudica a saúde da população e contamina o meio ambiente.
Na construção da resolução, entre outras normativas, foi usado como base o Plano Estadual de Resíduos Sólidos do Rio Grande do Sul, que determina a implantação da logística reversa. O engenheiro químico da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Mário Soares, explica a importância deste processo. “Ao final da vida útil, assim como as pilhas, as lâmpadas se tornam resíduo, nesse caso, perigoso. Por isto, a cadeia produtiva, que vai do produtor ao lojista, fica responsável pelo recolhimento e destinação final adequada do produto”, destaca o técnico. (Com informações da Agência Piratini)

 

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