Cesta básica varia de R$ 330,17 em Salvador a R$ 471,37 em São Paulo.

Economia. Porto Alegre tem a segunda cesta básica mais cara do país, chegando a R$ 463,09. A capital gaúcha fica atrás apenas de São Paulo

Pelo segundo mês consecutivo, houve aumento no preço do conjunto de alimentos essenciais em 16 das 18 cidades onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 471,37), seguida pela de Porto Alegre (R$ 463,09), Rio de Janeiro (R$ 460,24) e Florianópolis (R$ 454,87). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 330,17) e Natal (R$ 332,21).

Em 12 meses, os preços médios da cesta aumentaram em todas as cidades. As taxas oscilaram entre 1,22%, em Natal, e 15,50%, em Campo Grande. Em 2018, todas as capitais acumularam alta, com destaque para Campo Grande (14,89%), Brasília (13,44%) e Fortaleza (12,03%). De outubro a novembro deste ano, os alimentos que apresentaram alta na maior parte das capitais pesquisadas foram tomate, batata, óleo de soja, pão francês e carne bovina de primeira. Já o leite integral teve queda de preços em 16 capitais.
Com base nos valores da cesta básica, o Dieese estimou em R$ 3.959,98 o salário mínimo necessário para a uma família de quatro pessoas no mês de novembro, o equivalente a 4,15 vezes o mínimo atual, de R$ 954,00. Em outubro, o salário mínimo foi estimado em R$ 3.783,39. O tempo médio que um trabalhador levou para adquirir os produtos da cesta básica, em novembro, foi de 91 horas e 13 minutos. No mês anterior, ficou em 88 horas e 30 minutos.

Para o cálculo, o Dieese se baseou na cesta mais cara que, no mês passado, foi a de São Paulo. O departamento considerou também a determinação da Constituição Federal, de que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Em novembro de 2017, o mínimo necessário era equivalente a R$ 3.731,39, ou 3,98 vezes o salário mínimo nacional daquele ano, correspondente a R$ 937,00.

Quanto custa
São Paulo – R$ 471,37
Porto Alegre – R$ 463,09
Rio de Janeiro – R$ 460,24
Florianópolis – R$ 454,87
Brasília – R$ 430,82
Campo Grande – R$ 420,80
Curitiba – R$ 416,41
Fortaleza – R$ 411,66
Vitória – R$ 408,55
Belo Horizonte – R$ 401,90
Belém – R$ 372,24
Goiânia – R$ 368,06
São Luís – R$ 354,83
Aracaju – R$ 349,76
João Pessoa – R$ 339,39
Recife – R$ 333,50
Natal – R$ 332,21
Salvador – R$ 330,17

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