Lavagem correta das mãos é a maior forma de prevenção de transmissão da doença. Foto: istock

Vírus pode ser transmitido através do contato com outras pessoas e locais já contaminados

Algumas cidades gaúchas estão em alerta para um surto de doença gastrointestinal aguda, sendo identificada já em 25 Municípios. Até a última sexta-feira, dia 8, dois mil casos já haviam sido encontrados. No Vale do Caí, nenhum caso foi notificado, sendo Carlos Barbosa a cidade mais próximo das redondezas com casos confirmados.

A especialista em saúde, Lilian Borges Teixeira, do Centro Estadual de Vigilância em Saúde explica que a doença é transmitida pelo norovírus. Este vírus tem transmissão principalmente de pessoa para pessoa; mas também por água ou alimentos contaminados e, ainda, superfícies. “Sobre a água, ainda estamos investigando e realizando coletas no Estado, porque a água clorada elimina o vírus. Então, para termos focos na água, teria que ser não tratada corretamente ou então devido a fontes de abastecimento como poços artesianos, com água não clorada”, explica.

Segundo a especialista, o contágio é principalmente pela via fecal oral, por isso, as pessoas devem se atentar à lavagem das mãos, o que ajuda muito na prevenção. “Em algum local em que a pessoa já está contaminada, ao ir ao banheiro, ela pode contaminar locais ou até mesmo não lavar corretamente as mãos e a transmissão se dar também de pessoa para pessoa. Já estamos acostumados com a higiene de lavagem de mãos por causa do coronavírus, então este cuidado pode evitar uma série de doenças”, afirma.

Diarreia, vômito, náusea e dor abdominal são os sintomas mais comuns ao contrair a doença. Lilian acrescenta que alguns casos também apresentaram febre, mas em menor número e também relembra dos casos assintomáticos, cerca de 30% dos casos. Quanto ao tratamento, ele inclui repouso e hidratação. Além disso, pessoas infectadas devem ser afastadas do convívio de outras pessoas, como locais de trabalho e creches ou escolas.

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