FOTO: ANP/DIVULGAÇÃO

No isolamento social apenas serviços realmente essenciais para a sobrevivência da comunidade devem seguir trabalhando. Entre os profissionais que continuam nas ruas, os caminhoneiros têm o agravante de cruzarem o Brasil, sendo que a interação obrigatória coloca a classe na linha de risco. Se não bastassem os perigos naturais das estradas brasileiras, agravados pela significativa redução de pessoas circulando, eles enfrentam ainda o deserto de opções para se alimentar e dormir, sendo que apenas postos de combustíveis seguem abertos.

A Federação de Caminhoneiros Autônomos do Rio Grande do Sul (Fecam-RS) está entre as entidades representativas mobilizadas para garantir direitos básicos. Seu presidente, André Costa, afirma que há um canal constante órgãos de Governo, por meio de videoconferência, para indicar as dificuldades e sugerir soluções rápidas e práticas. “Assim, temos conseguido aos poucos melhorar as condições de transporte. Mas, o momento é de crise e não de milagre”, comenta.

Uma mazela é o atendimento para avaliação das condições de saúde, especialmente quando este cidadão passa de uma região para outra no território. Ele revela então que está sendo providenciado, com rapidez, toda a estrutura do Sistema S (Sesi, Senai e Senac) que, nos próximos dias, deverá ter uma rede de atenção em funcionamento.

A categoria tem uma pauta de reivindicação, especialmente nos casos de profissionais que acabarão adoecendo em virtude do Covid, e, obrigatoriamente, terão que parar de trabalhar. E o presidente da Federação reitera o discurso de prioridade imediata à vida, no qual também é fundamental manter o transporte em toda a sua plenitude.

“A partir daí, cada caso será discutido e procuradas as soluções possíveis”, afirma. Costa lembra que nunca o País enfrentou algo parecido como esta pandemia, oque deixa todos os setores da economia sem saber como agir. “A estratégia é serenidade e, na medida do possível, o pronto atendimento às dificuldades”, reforçou.

Fecam repete orientações quanto a higiene
As entidades de classe mantêm os caminhoneiros informados por meio de seus canais digitais (site e Facebook) sobre ações para se proteger do vírus. São apontadas desde medidas simples para sua rotina, como evitar tocar os olhos, nariz e boca sem ter lavado as mãos; como cobrir a boca e o nariz com o braço ao tossir ou espirrar.

A Fecam tem lembrado ainda para limparem com frequência objetos e superfícies tocados regularmente, como volante e alavanca de câmbio. “Também estamos informando sobre as medidas que estamos pleiteando junto ao governo, de estradas que oferecem atendimento de saúde e pontos de alimentação”, descreve Costa.

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