De acordo com o psicólogo Márcio Hoffmeister, é hora de priorizar ainda mais o afeto e a empatia nas relações. Foto: pixabay

Grupo de risco para a Covid-19, idosos mantêm o distanciamento social. Redes sociais surgem como alternativa

O distanciamento social em decorrência do coronavírus alterou a rotina de todos neste ano. E cada pessoa lida de maneiras diferentes com o isolamento social, forma de tentar combater a propagação do vírus.

Os idosos, grupo de risco para a Covid-19, precisaram se adaptar à rotina, mantendo-se em casa, longe de interações, como forma de autocuidado. Mas o afastamento de amigos e familiares pode trazer consequências negativas para a saúde mental. Para quem sofre com quadros de ansiedade e depressão, este é um momento delicado, por isso a mente precisa de estímulos e prazer para permanecer saudável.

De acordo com o psicólogo Márcio Hoffmeister, nem todos dispõem das mesmas condições para enfrentar a pandemia no isolamento. O importante, segundo ele, é que cada um reconheça e aceite seus limites.

“Nem sempre será possível evitar um quadro de estresse, ansiedade ou depressão. O que se pode é trabalhar para que eles não se agravem a um nível tão prejudicial, além de oferecer meios para que o idoso receba ajuda profissional adequada”, pontua.
Uma alternativa válida para lidar com a distância e solidão e continuar investindo em relações interpessoais, segundo o psicólogo, é através de interação digital. “A alma está na forma de nos relacionarmos e não apenas na presença física. Mas, pensando naqueles que não dispõem de meios virtuais, acredito que este seja um momento importante de voltar o olhar ‘para dentro’”, indica.

Trata-se de um período que o profissional aponta como de recolhimento, de busca ao aconchego do lar e das coisas simples. “Pertinente para refletir sobre a fragilidade da vida: não é natural controlarmos tudo a todo instante. Muitas vezes a tristeza, a solidão e as dificuldades colocam-se como condição de travessia e superação. Abrir-se a novas formas de viver e se relacionar pode significar uma melhor qualidade de vida”, defende.

Dentro do núcleo familiar, Hoffmeister ainda destaca que é preciso estar atento à forma de tratamento aos idosos. “Acredito que os familiares podem ser a peça-chave tanto para oferecer ajuda quanto para agravar um quadro estressante ou, em alguns casos, ser o seu maior gerador. Penso que este é um momento propício para resgatar aquele que sempre foi um grande aliado do ser humano: o sentimento. Ter cuidado, afeto nas relações e, em especial, empatia é fundamental. Colocar-se efetivamente no lugar do outro”, termina.

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