Imunossupressor é usado para evitar a rejeição do órgão transplantado

O remédio Tacrolimo, que é indispensável para quem passou por um transplante de órgãos, está em falta em diversas cidades do Estado, inclusive em Montenegro, há no mínimo 15 dias. O medicamento é de uso contínuo e sem ele, o paciente corre o risco de perder o órgão e, em casos mais graves, até morrer.

A montenegrina, Andréa Martins, de 38 anos, realizou um transplante de rins há três anos e desde então precisa do remédio. Ela tem deficiência intelectual e depende da ajuda da sua irmã, Maxcidreia da Rosa, para a busca da medicação. “A gente trabalha, paga imposto, então temos direito a isso. Eu fico com as duas mãos atadas. Essa medicação para comprar é muito cara, a minha irmã teria que gastar R$ 9 mil por mês por todos os remédios”, relatou Maxcidreia.

Segundo ela, essa já é a segunda vez que o medicamento fica em falta desde que Andrea fez seu transplante. “Dessa vez consegui uma caixa emprestada para que não ocorra nada com ela”, disse a irmã.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, o medicamento tacrolimo 1mg é comprado de forma centralizada pelo Ministério da Saúde, que repassa aos Estados. O medicamento foi recebido ontem,10, no almoxarifado em Porto Alegre e os serviços (farmácias municipais) devem ser reabastecidos nos próximos dias.

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