Limpeza regular de caixas d’água é exemplo de prática que é fundamental para a prevenção de doenças

Com novo caso da doença confirmado no Município, medidas preventivas para evitar epidemias devem ser reforçadas

Após anos de campanhas e esforços por parte do poder público na luta contra o Aedes aegypti, o ano de 2019 começou registrando os primeiros casos de dengue do município, o que colocou a população montenegrina em alerta. Embora a situação seja preocupante, a principal forma de combater o mosquito – que também transmite doenças como chikungunya e zika – é simples, basta prevenir.

Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um dos principais problemas de saúde pública, a entidade estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente com a dengue em mais de 100 países de todos os continentes, exceto a Europa. De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, entre 31 de dezembro de 2017 e 14

Município já tem o segundo caso de dengue importada registrado neste ano

de julho de 2018, o Brasil teve 95 mortes confirmadas por dengue, chikungunya e zika, sendo 80 pela primeira, 13 porchikungunya e 2 por zika. Já a Secretaria Estadual de Saúde do RS (SES/RS), através do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS) registrou até o início de fevereiro deste ano, 122 casos suspeitos de dengue, 14 casos confirmados, sendo 4 autóctone (Panambi, Candido Godoi, Erval Seco e Marau), 55 descartados e 53 ainda em investigação.

Ações simples como cuidar dos pratinhos das plantas, vasilhas de água dos cachorros e tampar corretamente as caixas-d’água podem evitar o problema que também reflete no município. Até agora, Montenegro já teve dois casos confirmados de dengue importada e inúmeros focos encontrados, o que reforça ainda mais a importância de medidas preventivas para que a população não corra o risco de contrair a temida doença. Apesar do alerta, a chefe da Vigilância Sanitária, Silvana Schons, não se surpreendeu com o resultado.

“Há muito tempo estamos falando sobre o perigo do mosquito e, por isso, não poderíamos nos acomodar, contudo, algumas pessoas diziam que por ter o inseto e não ter a doença estava tudo tranquilo, esquecendo que a qualquer momento poderia surgir uma pessoa doente e facilitar um possível surto ou epidemia. Isso não nos causou surpresa, infelizmente”, destacou Silvana.

Qualquer recipiente que acumule água deve receber atenção especial. Tampinhas, garrafas, calhas, sacos de lixos, piscinas, pneus, ralos, lonas, entre outros, devem ser supervisionados para evitar que se tornem ambientes propícios à proliferação do mosquito.

Limpeza periódica da caixa d’água evita reprodução do mosquito
Com os casos já confirmados de dengue em Montenegro, o alerta aumenta e alguns cuidados como a limpeza da caixa d’água podem evitar problemas futuros. Se não estiverem devidamente tampados e limpos, os reservatórios podem se tornar criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Apesar de ser um processo demorado e nem um pouco divertido, a limpeza da caixa d’água é importantíssima. Veja um passo a passo detalhado que pode ajudar você no processo.

Passo 1 – Ter em mãos uma caneca plástica, pano limpo, esponja macia, balde e água sanitária; fechar o registro da entrada de água da casa; separar uma quantidade de água para utilizar nos últimos passos da limpeza da caixa; deixar uma reserva de palmo de água, aproximadamente, na caixa d’água.

Passo 2 – Fechar as saídas de água da caixa d’água e utilizar a água reservada para limpar as paredes e o fundo da caixa usando um pano úmido; retirar a água da lavagem e a sujeira pela tubulação de limpeza. Caso necessário, utilizar um balde, pano úmido e uma esponja macia; tirar bem as impurezas e secar a caixa utilizando panos limpos, evitando passá-los nas paredes.

Passo 3 – Fechar o registro da saída de limpeza e, ainda com a saída de água fechada, deixar entrar um palmo de água; adicionar dois litros de água sanitária e deixar por duas horas. A cada 30 minutos, utilizar uma caneca de plástico para limpar as paredes internas da caixa.

Passo 4 – Após duas horas, com o registro ainda fechado, abrir as saídas, esvaziando a caixa; abrir todas as torneiras da casa e acionar a descarga, fazendo com que todas as tubulações da residência sejam desinfetadas.

Passo 5 – Fechar todas as torneiras e abrir o registro de água para encher novamente a caixa d’água; colocar uma tampa na caixa d’água e assegurar-se que ela está travada; anotar a data da limpeza.
Outras dicas: Além disso, é bom manter uma verificação semestral do estado da caixa. Esse intervalo pode variar de acordo com cada região. Locais com cortes frequentes de água perigam que a sujeira passe pela tubulação quando é feita a retomada do abastecimento. Não deve se usar sabão ou detergente no processo de limpeza e deve se evitar o uso de vassoura ou de escova de aço.

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