Janquieli Monique Dutra e Silvana Schons observam a importância do laboratório no município

Quando dependia do Lacen, resultado do exame levava até 10 dias, período em que o problema poderia se agravar

Após a coleta realizada por agentes de saúde, a larva suspeita é analisada no Laboratório de Entomologia e o resultado é visto em alguns minutos. Se for do mosquito Aedes aegypti, a equipe da Vigilância Municipal age de imediato, reduzindo as chances de o mosquito vetor da Dengue, Chikungunya e Zika se proliferar. “Essa agilidade é uma grande vantagem para Montenegro”, observa a chefe da Vigilância em Saúde, Silvana Schons.

Por isso, ela salienta que ter um laboratório próprio da Prefeitura era uma reivindicação antiga, que foi atendida após a mudança para as atuais instalações do órgão, em agosto do ano passado. “No espaço anterior não havia local apropriado para o laboratório”, esclarece Silvana. Antes de realizar os exames de larvas em Montenegro, o município dependia do Laboratório Central (Lacen), em Porto Alegre, e precisava aguardar de cinco a 10 dias para receber o resultado, período em que o problema poderia se agravar, caso fosse mesmo do mosquito, chegando a uma infestação.

A demora é consequência da demanda no Lacen, para onde vão as amostras coletadas em vários municípios gaúchos. Ao ser confirmado que a larva é do Aedes aegypti, é feita a delimitação de foco em um raio de 300 metros do local onde foi encontrada. Nesta área, a equipe da Vigilância visita todas as residências para eliminar possíveis criadouros, além de conscientizar a população.
A análise das larvas é realizada pelas agentes de combate a endemias Jaqueline Ventura e Janquieli Monique Dutra, que receberam capacitação para esse trabalho. Silvana acrescenta que outras agentes também deverão ser preparadas. “Estamos pleiteando a vinda

“O laboratório aumenta nossa capacidade de resposta e dá agilidade para atuar”, resume. No combate ao mosquito vetor da Dengue, Chikungunya e Zika, Silvana antecipa os planos de fazer uma campanha de conscientização em parceria com igrejas e associações de bairros. Ela salienta que os carteiros e os leituristas da Corsan já auxiliam com a entrega de folders informativos sobre os cuidados para o combate ao mosquito.

SAIBA MAIS

– A população pode ajudar no combate ao mosquito, evitando acúmulos de água, que são criadouros em potencial. Também pode denunciar situações suspeitas através do telefone 3632-1113.
– A agente de combate em endemias Janquieli Monique Dutra observa que o cidadão pode também levar um mosquito para análise, mas o inseto não pode ter sido esmagado, precisa estar inteiro. O Laboratório de Entomologia funciona no prédio da Vigilância, na rua Coronel Antônio Inácio, 118.
– O laboratório inaugurou em agosto do ano passado, mas as análises, como teste durante o treinamento das agentes, iniciaram em março. Desde então, até dezembro, foram analisados 290 focos, nos quais foram identificadas 843 larvas de Aedes albopictus, uma espécie de “primo” do Aedes aegypti que, por serem semelhantes, às vezes são confundidos pela população. O Aedes albopictus, porém, não é vetor do vírus da Dengue, Chikungunya e Zika. Do Aedes aegypti, foram identificadas 17 larvas.
– Neste ano foram analisadas dez amostras, todas coletadas de locais denunciados pela comunidade, mas nenhuma foi positiva.

Logo após a coleta da larva, a equipe do laboratório realiza a análise e o resultado é visto de imediatoaa de uma bióloga para a equipe, ampliando a pesquisa”, afirma.
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