Foto: Freepik

O Hospital Unimed Vale do Caí (HUVC) utilizou pela primeira vez o instrumento Gama Probe para detecção do câncer de pele melanoma. O procedimento foi realizado no último dia 18, pelos cirurgiões oncológicos Gabriel Volpato e Luiggi Anselmo Leonardi. Assim, a região passa a contar com essa tecnologia e os pacientes não precisam mais se deslocar para outras cidades para realizar estes procedimentos oncológicos. Desde maio, o HUVC conta com um consultório médico junto à recepção central para atender as especialidades de anestesia, cirurgia oncológica e cirurgia torácica. As consultas podem ser agendadas presencialmente ou pelo telefone (51) 3632-0900 (24h por dia) ou por WhatsApp (51) 9 9805-2123, de segunda à sexta, das 8h às 20h.

Para a cirurgia, foi feito um mapeamento de linfonodos, que são pequenas estruturas que funcionam como filtros para substâncias nocivas e uma biópsia de linfonodo sentinela, que é o primeiro que pode receber as células cancerígenas de um tumor. Um corante azul é injetado próximo ao local. Com o auxílio do Gama Probe, um instrumento que quantifica a radiação, o cirurgião remove apenas os nódulos corados e os nódulos com aumento de radioatividade identificados. O aparelho possui uma sonda que guia o cirurgião para a exata localização de lesões.

Procedimento realizado pelos cirurgiões oncológicos Gabriel Volpato e Luiggi Anselmo Leonar com o Gama Probe. Foto: divulgação Unimed Vale do Caí

“É uma cirurgia desenvolvida para a localização e extensão da doença em pacientes com melanoma, no qual pode impactar futuras decisões terapêuticas”, destaca Volpato. Um patologista estuda o tecido com um microscópio para verificar se há células cancerosas. “Se não houver, concluímos que o câncer não se espalhou para os gânglios linfáticos e pode não ser necessário retirar todos estes”, complementa.

Fique atento!
Muitas vezes, o primeiro sinal do melanoma é a mudança na forma, cor, tamanho ou a sensibilidade de uma pinta existente. O melanoma também pode aparecer como uma nova área colorida na pele. A regra “ABCDE” descreve as características do melanoma inicial. Assimetria: a forma de uma metade do sinal não corresponde à outra metade; Bordas irregulares: elas podem ser entalhadas ou mal definidas. O pigmento pode se espalhar para a pele ao redor; Cor desigual: tons de preto e marrom podem estar presentes. Áreas de branco, cinza, vermelho, rosado ou azul também podem ser vistas; Diâmetro: há uma mudança no tamanho, geralmente um aumento. Os melanomas podem ser pequenos, mas a maioria é maior de seis milímetros de diâmetro; Evolução: geralmente o sinal apresenta mudanças nas últimas semanas ou meses.

Os melanomas podem variar muito na sua apresentação. Muitos mostram todas as características da regra. No entanto, alguns podem apresentar apenas uma ou duas dessas características. No melanoma avançado, a textura do sinal pode mudar. A pele na superfície encontra-se áspera, endurecida ou granulosa. Pode sangrar ou apresentar secreções. Às vezes, o melanoma coça, se torna mais sensível ou doloroso. “Se notar alguma alteração nas suas lesões, crescimento, cor, ou assimetria, procure um atendimento. O prognóstico é melhor quando o diagnóstico é realizado precocemente”, finaliza o cirurgião Gabriel Volpato.

O que aumenta o risco?
•Exposição prolongada e repetida ao sol (raios ultravioletas – UV), principalmente na infância e adolescência;
•Exposição a câmaras de bronzeamento artificial;
•Ter pele e olhos claros, com cabelos ruivos ou loiros, ou ser albino;
•Ter história familiar ou pessoal de câncer de pele.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Saiba mais sobre o câncer de pele
O câncer de pele melanoma tem origem nos melanócitos (células produtoras de melanina, a substância que determina a cor da pele) e é mais frequente em adultos brancos. O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Nos indivíduos de pele negra, ele é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés. Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 3% das neoplasias malignas do órgão. É o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos).

O prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom, se detectado em sua fase inicial. Nos últimos anos, houve grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do tumor e à introdução dos novos medicamentos imunoterápicos.

Deixe seu comentário