Casa de saúde já recebeu importantes reconhecimentos quanto a qualidade de seus atendimentos

PANDEMIA forçou adaptações na instituição de saúde que é referência para a região e o Estado

Há 21 anos, nesse mesmo 31 de março, mas do ano de 2000, era inaugurado o Hospital Unimed Vale do Caí (HUVC) em Montenegro. Primeiro hospital próprio de uma Unimed do Rio Grande do Sul, o projeto só foi concretizado graças à união e a coragem dos médicos cooperados da época que, por muito tempo, abriram mão de parte de seus honorários profissionais para, junto de um financiamento com o BRDE, custear a obra. Nascia uma das principais referências no atendimento em saúde da região e do Estado. “Agora, o desafio é manter sempre vivo esse espírito de força coletiva que levou a construção do hospital, sempre buscando crescer e melhorar”, pontua Everton Machado Bochi, presidente da cooperativa.

Everton Machado Bochi, presidente da cooperativa

E esse desafio tem ganhado outros contornos no contexto da pandemia de coronavírus que, no mês de aniversário do HUVC, encontra-se em sua pior fase. “É o maior desafio recente da humanidade e nossa capacidade de adaptação está sendo testada ao máximo em todas as áreas”, aponta Bochi. A crise sanitária forçou transformações no hospital, com reforço de uma equipe que, hoje, já conta com quase 700 colaboradores, junto da operadora e dos escritórios, para além da equipe médica. Tiveram que ser adquiridos novos equipamentos, intensificada a gestão de estoques de oxigênio, anestésicos e outros insumos; além de construídas novas áreas específicas para atendimento de pacientes Covid. A direção do HUVC também teve que desenhar novos fluxos para manter os pacientes com outras patologias em unidades separadas. “A cada dia, damos um passo adiante”, coloca o presidente.

Nesse um ano de pandemia na região – os primeiros casos foram confirmados em 2 de abril de 2020 – o fluxo Covid criado no Hospital Unimed Vale do Caí realizou mais de 10 mil atendimentos. Alguns graves. “Infelizmente, a pandemia continua ceifando vidas. Mas também temos vitórias”, comenta Bochi. “Já temos quase 400 pacientes que necessitaram de cuidados hospitalares ou de CTI devido à Covid que já estão recuperados em casa. O atendimento no HUVC fez a diferença para essas pessoas.”

E com o alarmante aumento dos casos, o mês que seria de comemorações acabou sendo de intensa demanda por leitos, suprimentos e profissionais de saúde na instituição montenegrina. O hospital chegou a suspender os atendimentos particulares na emergência; e uma sala de recuperação do bloco cirúrgico precisou ser transformada em unidade semi-intensiva. “Mas temos superado um obstáculo de cada vez. Fomos capazes de fazer isso (a transformação da sala) em um dia e, com a mesma velocidade, colaboradores e médicos assumiram funções nessa nova área e fizeram tudo acontecer”, destaca o presidente, ressaltando a importância dos profissionais da saúde no momento atual.

Uma história para se orgulhar
A ideia de ter um hospital próprio da Unimed Vale do Caí é antiga e já fazia parte dos planos da cooperativa em sua primeira assembleia em 1972. Após mais de duas décadas, em 1995, com a inauguração do seu centro ambulatorial, a Unimed ampliou seus serviços na região e passou a atender, mais adiante, inclusive procedimentos de maior complexidade. Essa demanda reafirmou a necessidade de um hospital completo.

Um ano depois, em 1996, foi constituída uma comissão de obras, integrada por médicos cooperados, para elaborar um projeto baseado em outros hospitais. O estudo apontou o Hospital Medianeira (Hospital do Círculo Operadora Integrada de Saúde), de Caxias do Sul, como modelo devido à estrutura horizontal do prédio, sem a necessidade do uso de elevadores, que possibilita facilidade no acesso e no abastecimento. Os jardins existentes no prédio, visíveis em todos os quartos, humanizam o ambiente e auxiliam no período de recuperação.

Apesar das dificuldades, equipe do hospital também comemorou vitórias contra a Covid, como a do César Ávila, que venceu a doença após 39 dias internado no HUVC. Foto: ARQUIVO/JORNAL IBIÁ

O lançamento da pedra fundamental ocorreu em uma manhã de sábado, no dia 21 de junho de 1997. O então presidente da cooperativa, Paulo Polett, lançou a pedra fundamental, juntamente com a prefeita de Montenegro na época, Madalena Bühler. O valor total da construção foi de aproximadamente R$ 5 milhões. A inauguração, no dia 31 de março de 2000, teve a presença de aproximadamente 800 pessoas.

HOJE E AMANHÃ

O HUVC conta, hoje, com uma estrutura de mais de 8 mil metros quadrados. São 98 leitos, em quartos semiprivativos ou privativos, divididos em três alas de enfermagem, o complexo hospitalar conta com Centro Cirúrgico, CTI Adulto, UTI Neonatal, Centro Obstétrico, Quimioterapia e Agência Transfusional, Centro de Diagnóstico, Laboratório, e Atendimento de Especialidades Médicas.

Já recebeu reconhecimentos importantes. É um dos 320 hospitais brasileiros – de mais de 6.500 – certificado com acreditação da ONA, um dos mais relevantes certificados de qualidade de serviços de saúde do Brasil. Também tem selo Ouro no programa Hospital Unimed de Sustentabilidade; certificação internacional em cirurgia bariátrica e metabólica pela Surgical Review Corporation; e – conquista importante que reconhece a luta contra o coronavírus e outras doenças graves – selo de UTI Eficiente emitido pela Epimed Solutions. “Em um ano de pandemia, ter uma UTI desse nível é fundamental e nos conforta em saber que estamos entregando o melhor possível nessa área”, destaca o presidente, Everton Machado Bochi.

Olhando pra frente, ele diz que o hospital quer intensificar investimentos em novos equipamentos e ampliar a área de atendimento no Centro Diagnóstico e Laboratório. É projetada a criação de um bloco cirúrgico específico para cirurgias ambulatoriais e, ainda, a construção de um prédio para áreas de apoio. “Tudo isso visando oferecer mais espaço e conforto no futuro”, finaliza.

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