Situação da febre amarela e anúncio do COE arboviroses foram temas da reunião Foto: Divulgação SES

Em meio à pandemia da Covid-19, o Rio Grande do Sul declarou situação de emergência em saúde pública por confirmação de circulação do vírus da febre amarela. O anúncio foi feito nessa quarta-feira, 28, após publicação da portaria 341/2021 pela Secretaria Estadual da Saúde. Atualmente, 23 municípios gaúchos já registraram casos da doença em primatas mortos, mas não houve detecção de contaminação em humanos.

A secretária anunciou também a criação do Centro de Operações em Emergência (COE) de Arboviroses, que conta com a participação de representantes da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems). As arboviroses são doenças transmitidas por mosquitos infectados, como febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus.

Além dos 23 municípios com circulação do vírus, que são considerados área vermelha, outros 72 municípios situados no entorno estão classificados como de área amarela, com riscos de também virem a ter circulação do vírus. “O Rio Grande do Sul está em situação de alerta. Já temos uma epidemia de dengue, agora estamos em situação de emergência com relação à febre amarela”, declarou a secretária Arita Bergmann. A vacina contra a febre amarela faz parte do calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pode ser encontrada nas Unidades de Saúde da Atenção Primária.

O Informativo Epidemiológico de arboviroses também registra 3.014 casos confirmados de dengue no Estado, sendo 2.923 casos autóctones e cinco óbitos, sendo dois em Santa Cruz, dois em Erechim e um em Bom Retiro do Sul. Só de chikungunya constam 67 acasos em São Nicolau. Ijuí e Bento Gonçalves registram um caso cada.

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