Do alto, Diego avistou a caixa aberta e preocupou-se com a situação

De onde mora, no Centro, o montenegrino Diego Vargas avistou uma caixa d’água sem tampa sobre uma das residências vizinhas. Preocupado com a possibilidade de haver água parada e as possíveis consequências disso, o cidadão veio a público fazer um alerta. A casa fica próxima do Colégio Sinodal Progresso. “Minha intenção é alertar a comunidade. Estando próximo de uma escola e esta caixa d’água sem tampa pode ser um risco para muitas pessoas. Certamente, a tampa voou com os últimos vendavais e os moradores não perceberam”, colocou.

A reportagem não conseguiu contato com os proprietários do prédio. De acordo com a Chefe da Vigilância Sanitária do município, Silvana Schons, a situação precisa de atenção. Em comunicado emitido por meio da Assessoria de Comunicação, ela falou sobre os riscos da caixa aberta, estando principalmente relacionados com a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, responsável pela transmissão da dengue, da zica e da chikungunya.

“Estamos ainda na primavera, estação marcada pelo calor, seguido das chuvas, condições climáticas que beneficiam a proliferação do mosquito. A participação de todos na eliminação de criadouros é fundamental para a chegada de um verão sem epidemias e surtos dessas doenças em nossa cidade e região”, ressaltou. Segundo Silvana, não existe forma mais eficaz de controle do Aedes do que interrompendo seu ciclo de vida. Caixas d’água abertas ou mal fechadas são espaços ideais para a proliferação do inseto.

É recomendado que a população faça uma vistoria semanal em seus pátios para verificar a existência de potenciais criadouros e dar fim a eles. “A indicação principal é eliminar todos os recipientes que acumulem água, como pneus, garrafas, vasinhos de plantas, bandejas de ar-condicionado e calhas, por exemplo”, aponta a chefe da Vigilância. O que não puder ser descartado, como é o caso das caixas d’água, deve ser devidamente vedado. Caso o cidadão perceba alguma situação em que os cuidados não estão sendo tomados, como foi o caso de Diego, este pode alertar a Vigilância Sanitária, pelo telefone (51) 3632-1113.

Limpeza regular também é necessária, diz Vigilância

Chefe da Vigilância Sanitária, Silvana explica os riscos à saúde

Silvana Schons alerta que a higiene e a vedação correta da caixa d’água, além de manter afastados os mosquitos, pode evitar outros males ao barrar a proliferação de certos microorganismos. Uma má limpeza pode acarretar em doenças como a cólera, que leva à desidratação grave; a hepatite A, causada pela ingestão de água contaminada; e a esquistossomose, que pode vir a causar uma infecção crônica. Todo cuidado é pouco, segundo a profissional.

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