As causas não são totalmente esclarecidas, mas sabe-se que esta síndrome pode estar relacionada a: 1 - Deficiência e anormalidade cognitiva de causa genética e hereditária, pois se observou que alguns autistas apresentam cérebros maiores e mais pesados e que a conexão nervosa entre suas células era deficiente 2 - Fatores ambientais, como o ambiente familiar, complicações durante a gravidez ou parto 3 - Alterações bioquímicas do organismo caracterizadas pelo excesso de serotonina no sangue 4 - Anormalidade cromossômica evidenciada pelo desaparecimento ou duplicação do cromossomo 16 *A dificuldade em saber as causas ocorrem porque nem todas estas alterações estão presentes em todos os autistas.
Letícia mãe de Caio, acredita em um mundo menos preconceituoso com os autistas

No dia 2 de abril foi comemorado o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, que também é chamado de transtorno global do desenvolvimento ou de transtorno do espectro autista. O distúrbio caracteriza-se por alterações significativas na comunicação, na interação social e no comportamento da criança. Embora algumas pessoas consigam ter uma vida independente apesar da condição, outras precisam de apoio e supervisão por toda a vida. A data de celebração foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em dezembro de 2007 para chamar a atenção para a condição e para as dificuldades que os portadores do transtorno enfrentam.

Margarida (D) conta com ajuda de sua filha Helen para tomar conta de Lucas
foto: arquivo pessoal

No Brasil, estima-se que existam dois milhões de autistas, mais da metade ainda sem diagnóstico. De acordo com a comunidade médica, um diagnóstico precoce aumenta significativamente a qualidade de vida do portador e o convívio com a família. Com o intuito de ensinar os pais e jovens a lidarem com a doença, a Editora do Brasil lançou a obra “Balançando sonhos”, do autor Salvador Barletta Nery. O livro mostra de forma delicada a visão de um jovem que lida com a doença do irmão.

O exemplo de duas mães de autistas, montenegrinas, foi mostrado pelo Ibiá nas edições de sexta-feira (31/03) e segunda (03/04). Letícia Krugmann, uma delas, é mãe de Caio, que tem sete anos. A bandeira que ela levanta é pelo fim do preconceito. “Eles precisam de amor, carinho. Quem convive com um autista sabe o quanto ele demonstra amor por quem ama. Então me sinto muito mal sabendo que muitos ainda olham com desprezo para ele”, diz.

Margarida Moreira de Azevedo é mãe de Lucas Moreira de Azevedo, de 14, e já passou por situações em que seu filho foi menosprezado por ser autista. A convivência dentro de casa não foi fácil no início, mas ao conhecer mais o assunto ela compreendeu a situação que Lucas enfrentava. “Descobri quando ele tinha quatro anos, um pouco tardio. Minha filha mais velha me ajuda a cuidar dele e é um exemplo de que dá sim para conviver em harmonia e sem preconceito”, comenta.

Portadores de autismo têm direitos garantidos
De acordo com a advogada Danielle Bitetti, especialista em direito à saúde do escritório Porto, Guerra & Bitetti, pessoas com autismo têm os direitos previstos na Constituição Federal, como o direito à educação, à saúde, ao esporte, à cultura e ao lazer. “Além disso, elas também possuem os direitos previstos em leis específicas para pessoas com deficiência e em normas internacionais assinadas pelo Brasil, como a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência”, acrescenta.

Um dos direitos das pessoas com autismo é o passe livre no transporte estadual e interestadual, previsto na Lei Federal 8.899/94. Danielle lembra também que crianças e adolescentes também possuem os direitos previstos no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e idosos, os direitos do Estatuto do Idoso. “Um exemplo é o artigo 54 do ECA, que diz que é obrigação do Estado garantir atendimento educacional especializado às pessoas com deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino”, explica.

No caso de algum direito ter sido desrespeitado, é possível procurar instituições e órgãos de defesa dos direitos do autista, como a Defensoria Pública. Em caso de discriminação, é necessário que a pessoa discriminada ou seu responsável vá a uma Delegacia de Polícia registrar um Boletim de Ocorrência.

Como saber se a criança é autista?
Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) já começam a demonstrar sinais nos primeiros meses de vida: elas não mantêm contato visual efetivo e não olham quando você chama. A partir dos 12 meses, por exemplo, elas também não apontam com o dedinho. No primeiro ano de vida, demonstram mais interesse nos objetos do que nas pessoas e, quando os pais fazem brincadeiras de esconder, sorrir, podem não demonstrar muita reação.

O diagnóstico do autismo é clínico, feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas costumam estar presentes antes dos três anos de idade, sendo possível fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade.

O que a reabilitação do SUS/RS oferece aos deficientes?
Oferece reabilitação para usuários com deficiência auditiva, física, intelectual, e visual (incluindo os autistas). Os usuários com estomias (Ostomizados) e fissuras lábio palatais, também são acolhidos em suas necessidades. A reabilitação prevê também, o acesso ao deslocamento interestadual para atendimento de especialidades não disponíveis na rede SUS/RS, através do Tratamento Fora do Domicílio-TFD Interestadual.

Auditiva: triagem Auditiva Neonatal (Teste da orelhinha), e demais exames auditivos, consultas especializadas na área de otorrinolaringologia, fonoaudiologia para reabilitação auditiva, psicologia, serviço social. Cirurgia de implante coclear e protetização auditiva.
Física: consultas especializadas em medicina, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição, psicologia e assistência social. Os atendimentos podem ser individuais e/ou em grupo. Exames, indicação, concessão e o treinamento dos materiais especiais (órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção- OPM´s).

Estomia: concessão de coletores fecais e urinários e materiais de cuidados da pele.
Intelectual: consultas especializadas em medicina, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição, psicologia e serviço social. Os atendimentos podem ser individuais e/ou em grupo.

Visual: consultas especializadas em medicina, psicologia, assistência social e outros profissionais da área de reabilitação. Atendimento de Orientação e Mobilitade – OM. Exames, indicação, concessão e o treinamento de recursos ópticos e não ópticos.
Fissura Lábio Palatal: consultas especializadas em medicina, ortodontia, fonoaudiologia, psicologia, assistência social, enfermagem, nutrição e outras especialidades. Exames e cirurgias bucomaxilofacial.

Tratamento Fora de Domicílio Interestadual: deslocamento de pacientes e acompanhante para tratamento fora do Estado. A família ou os cuidadores também são orientados para melhor acolhimento e resultado do tratamento.

O que pode causar autismo?
As causas não são totalmente esclarecidas, mas sabe-se que esta síndrome pode estar relacionada a:

1 – Deficiência e anormalidade cognitiva de causa genética e hereditária, pois se observou que alguns autistas apresentam cérebros maiores e mais pesados e que a conexão nervosa entre suas células era deficiente

2 – Fatores ambientais, como o ambiente familiar, complicações durante a gravidez ou parto

3 – Alterações bioquímicas do organismo caracterizadas pelo excesso de serotonina no sangue

4 – Anormalidade cromossômica evidenciada pelo desaparecimento ou duplicação do cromossomo 16
*A dificuldade em saber as causas ocorrem porque nem todas estas alterações estão presentes em todos os autistas.

 

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