O período de vacinação contra a febre aftosa é entre 1º e 31 de maio e os agricultores são os responsáveis pela imunização dos seus rebanhos Créditos: reprodução internet

Produtores de bovinos devem cumprir o calendário

Autoridades sanitárias e técnicos da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi) iniciaram, no fim de março, a mobilização para a campanha de combate à febre aftosa no Rio Grande do Sul. A primeira etapa da vacinação começa em 1º de maio. O assessor técnico da Seapi, Fernando Groff, alerta que é fundamental os criadores começarem a se organizar e atualizar o cadastro do rebanho. “A expectativa é que sejam imunizados 13,8 milhões de bovídeos no Estado até o dia 31 de maio, em cerca de 330 mil propriedades rurais”, informa.

O fiscal estadual agropecuário Rafael Silva Alves, da Inspetoria Veterinária de Montenegro, diz que o processo é muito simples, mas lembra que é obrigatório. “O produtor mesmo vai nas agropecuárias autorizadas e compra as vacinas. Ele também aplica no animal. Quem não estiver com a vacinação em dia será multado em R$ 1.114,60”, alerta.

Rafael avisa que a Inspetoria estará visitando as propriedades para acompanhar a campanha e fiscalizar a vacinação. “Quando não estivermos no ato, faremos alguns questionamentos ao produtor. Vale lembrar também que o produtor deve guardar as notas fiscais das vacinas para comprovar que as comprou em locais autorizados”, comenta.

É preciso efetuar a vacinação também para manter a qualidade do que é produzido no Rio Grande do Sul. De acordo com o fiscal, se o bovídeo não for imunizado, sua carne não pode ser exportada legalmente e também gera desconfiança a compradores do mercado interno. Outra regularização importante é a Declaração Anual de Rebanho, que deve ser feita até, no máximo, 7 de junho.

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