FOTO: ACOM/CÂMARA DE VEREADORES

Vereador reeleito, Talis Ferreira foi o segundo convidado da rodada de entrevistas da Rádio Ibiá Web com a nova formação do Legislativo montenegrino. Do PP, Ferreira tem 41 anos de idade, e ficou conhecido na comunidade por sua atuação como comunicador. Foi eleito em 2016 com 901 votos e reeleito, agora, com 1.339. Ao Ibiá, contou dos aprendizados que teve e do que espera dos próximos quatro anos. Veja os principais momentos dessa conversa:

Jornal Ibiá: O senhor recebeu muito mais votos do que na primeira vez em que foi eleito em 2016. A que se deve isso, na sua percepção?
Talis: Eu acabei fazendo 438 votos a mais do que a primeira vez e isso é fruto de um trabalho. Eu acho que a eleição não é só nos 45 dias. É colocado a prova o trabalho que tu executou durante os quatro anos; e durante os quatro anos, eu sempre procurei estar próximo da comunidade, próximo aos problemas da cidade. Nem sempre conseguimos resolver tudo, mas a atenção sempre foi dada. Isso é importante. Hoje, por nós termos as redes sociais, onde a informação chega muito mais rápido pras pessoas, elas sabem mais e acabam acompanhando mais. A gente trabalhou bastante e eu faria, praticamente, tudo de novo

JI: Mas com a experiência desses quatro anos, será um Talis diferente em alguns aspectos?
Talis: Será diferente na questão das coisas que a gente fez errado, porque a gente fez coisas erradas. Têm várias decisões que a gente pensou que eram o caminho certo e aquele caminho não era o certo; e até algumas decisões que a gente, até por ser o primeiro mandato, não sabia como funcionava. Eu digo até para alguns colegas novos que estão chegando agora que, realmente, a gente pensa que o sistema é um e ele é outro. Hoje, com mais experiência, alguns erros a gente já não cometeria. Mas eu pretendo continuar a mesma pessoa, com os mesmos interesses de ajudar a comunidade; porque isso que está faltando muito para a nossa Política no Brasil.

JI: O senhor fala do sistema. Te decepcionou esse ambiente da Política; e essa maneira que os políticos têm de lidar com as coisas?
Talis: Bastante; e isso está impregnado no Brasil inteiro. Aí muitas pessoas me falam: ‘ah, mas tu também é político’, mas eu não me considero igual a algumas pessoas. Eu tento fazer diferente. Sempre tentei, desde que entrei, fazer diferente de tudo aquilo que a gente vê no Brasil todo, sem acordos de gavetas, sem aqueles conchavos políticos de cantinho. Eu sempre procurei defender os interesses do povo. Me decepcionei, sim, mas é sempre aquela frase: ‘pra que o mal tome conta, basta que os bons se calem’ e eu pretendo não me calar.

JI: E é possível fazer Política e aprovar projetos sem fazer acordos?
Talis: É. Eu fiz. Eu tenho orgulho em dizer que todos os projetos em que eu ajudei a aprovar ou aprovei na Câmara de Vereadores, eu não fiz acordo político. Eu fiz pelo que eu pensava, por aquilo que eu achava que era melhor pra comunidade. Em cada projeto que entra na Câmara, e principalmente se for muito polêmico, eu procuro conversar bastante com as pessoas comuns pra que elas dêem sua opinião e pra que a gente não fique numa bolha; porque o político tem muito do isolamento do poder, que acaba convivendo só com as mesmas pessoas e não ouvindo a voz comunidade.

JI: Qual será sua relação com o prefeito eleito Gustavo Zanatta? Há chances de o senhor formar a base aliada?
Talis: Há chances sim, com certeza. Todo problema que eu levei ao atual prefeito foram problemas da comunidade e eu pretendo continuar, nos próximos quatro anos, trabalhando dessa forma. Para isso, todos nós sabemos que nós temos que estar alinhados com a Prefeitura Municipal de Montenegro, que é o prefeito. Mas eu sou fiscalizador. Aquilo que for errado e que não for aquilo que a comunidade quer, pode ter certeza que eu também não vou querer.

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