FOTO: ARQUIVO/JORNAL IBIÁ

Através das redes sociais, o presidente da Câmara de Vereadores, Talis Ferreira, comunicou a retirada do projeto de lei que, dentre outras alterações no Plano de Carreira do Legislativo, criava novos cargos de “assessor de gabinete” para os vereadores. A proposta tinha criado polêmica e vinha recebendo muitas críticas nos últimos dias.

Leia a manifestação do parlamentar:

“Venho a público dizer que desde que entrei na política, meu propósito sempre foi ter humildade e ouvir a voz do povo e ficar ao lado de vocês. Na semana passada, entrou projeto que aumentaria o número de assessores na Câmara de Vereadores, o que ajudaria o vereador no trabalho do dia a dia que são muitos. A cidade cresceu e as demandas também. Mas como disse acima, meu propósito como político sempre foi ouvir o povo e atender seus anseios, e não posso rasgar meu discurso. Diante disso, ouvindo o povo MONTENEGRINO, vejo que não aprovam o projeto que cria mais assessores, então, com muita humildade, retiramos o projeto atendendo a voz do povo que, com seus impostos, pagam nossos salários. Sigo trabalhando ouvindo a todos e ajudar quem precisa. Projeto retirado.”

O projeto em questão deu entrada na semana passada e é de autoria da mesa diretora da casa. Dentre os argumentos favoráveis estava o de que a demanda de trabalho dos vereadores justificava a necessidade do novo assessor. O salário proposto era de R$ 4.217,47 . O mesmo projeto também mudava a nomenclatura do atual cargo de “assessor parlamentar” para “coordenador de gabinete parlamentar”. Além disso, criava um cargo de “analista de TI”, que demandaria formação específica e, para serem preenchidos mediante concurso, dois cargos de “assistente legislativo e administrativo” e um de “contador”.

O texto seria votado na noite desta quarta-feira. Até o fim da manhã, tinha quatro votos declaradamente contrários: Paulo Azeredo (PDT), Gustavo Oliveira (PP), Ari Müller (PP) e Felipe Kinn (MDB). Precisaria de seis para rejeição.

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