Agentes são ponte entre o cidadão e a rede de atenção básica. FOTO: REPRODUÇÃO/INTERNET

Profissionais vão auxiliar no remapeamento das vulnerabilidades do Município

Tramita na Câmara de Vereadores de Montenegro um projeto de lei do Executivo para a contratação de dez agentes comunitários de saúde em caráter temporário de um ano. O texto ainda aguarda parecer da consultoria jurídica do Legislativo. Se aprovado, edital já sendo construído pelo governo municipal será lançado para buscar os interessados nas vagas. Cada agente receberá cerca de R$ 1.200,00, valor que será custeado pelo Ministério da Saúde.

“Conseguindo esses dez, a gente já consegue completar a equipe da ESF Centenário, que está com áreas descobertas; e repor os que se exoneraram”, explica a coordenadora de atenção básica, Andréia Coitinho da Costa. Ela adianta que o agente terá que residir dentro da área em que irá atuar; e que será diferencial para desempate especializações ou experiência profissional na área de saúde.

Neste um ano, os agentes também vão auxiliar no trabalho de remapeamento do Município, identificando e cadastrando a população e as áreas por suas vulnerabilidades. “Porque hoje nós temos uma ideia superficial de algumas áreas. Aí com todo esse levantamento, a gente pode fazer o processo seletivo definitivo para colocar agentes nesses locais”, adiciona Andréia. Nessa nova fase, bairros Estação, Timbaúva, Santa Rita e São Paulo devem ter o atendimento ampliado.

RISCO PARA A ATENÇÃO BÁSICA
O trabalho de remapeamento também está atrelado a uma mudança na metodologia do Ministério da Saúde em relação aos valores repassados que financiam a atenção básica. Antes, o recurso vinha atrelado ao número de habitantes do Município; agora, terá no número de cadastros realizados o principal critério para o envio do custeio dos serviços de saúde. “A gente corre o risco de, se não tiver os agentes trabalhando, ter perda de recursos”, alerta a coordenadora. Alguns indicadores, como exames realizados e número mínimo de consultas pré-natais também pesam no cálculo.

Andréia explica que não é de hoje que o governo federal vem anunciando essa nova metodologia; e que, no ano passado, enviou projeto ao Ministério pedindo o credenciamento de novos agentes para atualizarem os cadastros. Além dos dez, ela tem outros 18 já autorizados pela pasta para uma futura contratação. “Nosso projeto de expansão é com 28 agentes. Mas, em função de orçamento, mesmo vindo do Ministério da Saúde, foi aprovado pelo prefeito apenas 10”, relata. “No ano que vem, temos a proposta de buscar esses 18 já credenciados, também.” Hoje, Montenegro conta com 52 agentes comunitários de saúde. Estimativa da Administração aponta que 27% da população do Município esteja cadastrada e atendida pelas equipes; e que, por outro lado, 36,3% da população seja vulnerável e precise do atendimento.

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